POISON BOOKS - O Teste (Joelle Charbonneau)


Autor: Joelle Charbonneau
Tradutor: Santiago Nazarian
Editora: Única
Série: Sim, livro 1 (trilogia O Teste)
Temas: Jovem-Adulto, Aventura, Distopia, Testes


SINOPSE: No dia de formatura de Malencia ‘Cia’ Vale e dos jovens da Colônia Cinco Lagos, tudo o que ela consegue imaginar – e esperar – é ser escolhida para O Teste, um programa elaborado pela Comunidade das Nações Unificadas, que seleciona os melhores e mais brilhantes recém-formados para que se tornem líderes na demorada reconstrução do mundo pós-guerra. Ela sabe que é um caminho árduo, mas existe pouca informação a respeito dessa seleção. Então, ela é finalmente escolhida e seu pai, que também havia participado da seleção, se mostra preocupado. Desconfiada de seu futuro, ela corajosamente segue para longe dos amigos e da família, talvez para sempre. O perigo e o terror a aguardam. Será que uma jovem é capaz de enfrentar um governo que a escolheu para se defender?


>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Dia da Formatura.”

RESENHA<<<
‘O Teste’ é o tipo de distopia que me agrada, sem mimimis, mas onde a ideia do termo distopia está presente – testes, aquela coisa de matar ou morrer, manipulações, informações desencontradas, e claro, a Sociedade que hoje está no poder não é tão boazinha assim...

Porém, não sei como explicar para vocês o motivo de não ter achado o livro tão fenomenal quanto ele merecia e culpo totalmente a escrita da autora, ela não me prendeu, não me mostrou as cenas de ações e ansiedade que ela escrevia. Era como eu soubesse que elas estavam lá, mas só as vivi porque eu sei que sentimentos/experiência devo experimentar ao ler aquilo, não porque a escrita me fez sentir isso. E confesso que não ter curtido a escrita da autora me deixou bem triste. Em outro livro de distopia teria desistido, mas como curti bastante o enredo, segui firme e forte.

Gostei da Cia, exceto quando era chamada pelo seu nome completo, porque sempre ficava lendo ‘Melancia’ ao invés, de Malencia. Nome estranho demais. O início demora emplacar porque o vilarejo dela é muito ‘paz e amor’ e a gente se pergunta, cadê o mundo destruído? Cadê as pessoas se esgueirando? Mas quando os testes para ingressar na universidade vão surgindo e cada um parece ser mais mortal que o outro, a gente percebe que o buraco é mais embaixo...rs

Uma coisa que curti na personagem foi que ela é esperta e não leva rasteira duas vezes. Não que ela não caia em algumas ciladas, mas é daquelas que cai uma, mas não na segunda e isso me fez gostar muito dela, a maioria das mocinhas são umas lesmas que repetem o mesmo erro nos mil livros da série. E o fator importante aqui é que a protagonista cresceu em uma comunidade que ajuda os outros e todos se conhecem, então esse é o primeiro (enorme) obstáculo que ela precisa superar no Teste, ela acha que todos são bacanas.

O livro pode ser dividido em duas partes, na primeira é quando conhecemos alguns personagens e pensar no quê a Sociedade está tramando. É um pouco obscuro a ideia dessa distopia, o quê exatamente acontece tanto com quem passa e vai para Universidade como quem não passa em todas as etapas, bem como se há ou não grupos rebeldes. O foco realmente é o teste e as ciladas.

Na segunda parte a gente tem a famosa ‘jornada’ e ali algumas questões começam a ser respondidas, ou melhor, apresentadas, porque nada é respondido. A gente vê aqueles itens presentes na distopia nesse momento, o famoso matar ou morrer e como os personagens vão sair dessa, ou seja, que planos de vingança e/ou revolução vão surgir.

Não senti empatia pelo casal Cia e Tomas, então se no próximo livro surgir um menino mais legal pode ser que torça por ele, a não ser que seja alguém que já foi apresentado. E ela possa não se lembrar, mas nós iremos. Durante toda a jornada deu a impressão de que o romance era forçado, como se fosse algo para sobreviver ou que o público precisasse de algo romântico, sei lá, não ficou muito bom.

Apesar da narrativa não ter me convencido e sentir em alguns momentos uma enrolação desnecessária, curti a ideia geral e volto para saber se Cia vai seguir ou não a caminho da Universidade e como vai ser. E torço para que a narrativa melhore.

Para quem não é fã de distopias românticas, apesar de termos aqui algumas cenas, elas são bem poucas, a ideia aqui é mais como sobreviver a certas coisas do que o amor ou coisas do tipo (meu tipo de distopia), eu aconselho.

>>>Nas redes sociais há mais venenos <<<

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