BOOKS || A Menina Mais Fria de Coldtown (Holly Black)

Autor: Holly Black
Tradutor: Ana Death Duarte
Editora: Novo Conceito
Série: Não
Temas: Jovem-Adulto, Sobrenatural, Vampiros
No mundo de Tana existem cidades rodeadas por muros são as Coldtowns. Nelas, monstros que vivem no isolamento e seres humanos ocupam o mesmo espaço, em um decadente e sangrento embate entre predadores e presas. Depois que você ultrapassa os portões de uma Coldtown, nunca mais consegue sair. Em uma manhã, depois de uma festa banal, Tana acorda rodeada por cadáveres. Os outros sobreviventes do massacre são o seu insuportavelmente doce ex-namorado que foi infectado e que, portanto, representa uma ameaça e um rapaz misterioso que carrega um segredo terrível. Atormentada e determinada, Tana entra em uma corrida contra o relógio para salvar o seu pequeno grupo com o único recurso que ela conhece: atravessando o coração perverso e luxuoso da própria Coldtown.
>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Tana acordou deitada em uma banheira.”

RESENHA<<<
Estava com saudades dos vampiros, tinha muito tempo que não lia nada ligado a eles e por ser uma das autoras que curto, era claro que estava com certa expectativa, mas como já sei que nada de ler o livro achando que ele é ‘o-último-biscoito-no-pacote’ porque podemos nos decepcionar, este livro tem bons pontos a serem considerados, porém, ele teve mais erros do que acertos.

Começo pela narrativa, meio louca, mas tem pontos interessantes, durante a leitura há uma mescla de capítulos entre alguns personagens, já que a história é narrada pela Tana, na verdade é em terceira pessoa, mas sabe aquela narração terceira pessoa que parece que a pessoa está falando dela mesmo? É um pouco como isso, às vezes fica confuso.

Mas esses capítulos alternados de outros personagens são interessantes e dão um frescor ao meio do caos que a história vai se transformando, principalmente para conhecermos alguns personagens. Conhecemos mais deles nesses capítulos do que na história em si.

Dos personagens a gente pode mandar todo mundo para o hospício, sério, geral é 22 de carteira, os personagens são malucos, bipolares e parecem crianças, aquele tipo que sabe que aquilo é errado e vai dar meleca, mas mesmo assim faz e descamba a história, na verdade, eles deixam a história repetitiva, porque a gente sempre sabe que eles vão fazer lambança, fica repetitivo ler todos os personagens fazendo o que não deveriam fazer, não há novidades em suas ações.

Já a história até que é o ponto alto de tudo isso, a autora explica de forma coerente esse surto de vampiros, nada foi brotado do além ou parece sem pé nem cabeça. A ideia de estar resfriado (que seria a incubação do vírus do vampirismo) e as quarentenas (as Coldtowns) foram bem pensadas e são interessantes na história. Acho que é a única coisa com lógica dentro da história.

Infelizmente o jeito de narrar e os personagens serem fracos não ajuda a gente se apaixonar pela história, porém, o que realmente foi ruim de levar adiante é a questão de revisão e tradução, está muito muito ruim. Frases inteiras parecem terem sido feitas através de ‘google tradutor’ e ficam sem pé nem cabeça na hora da leitura e a revisão passou longe também.

A minha dúvida é: a história é assim enrolada no original ou foi a tradução que deixou assim? Será que com uma tradução/revisão melhor, eu poderia ter curtido mais?

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