POISON BOOKS - Réquiem (Lauren Oliver)

Em 18 julho 2014

Autor: Lauren Oliver
Tradutor: Regiane Winarski
Editora: Intrínseca
Série: Sim, livro 3 (trilogia Delírio)
Temas: Jovem-Adulto, Distopia, Romance
SINOPSE: No desfecho da trilogia em que o amor é considerado uma doença, Lena é um importante membro da resistência contra o governo. Transformada pelas experiências que viveu, está no centro da guerra que logo eclodirá. Depois de resgatar Julian de sua sentença de morte, Lena e seus amigos voltam para a Selva, cada vez mais perigosa. Enquanto isso, Hana, sua melhor amiga de infância, foi curada. Ela leva uma vida segura e sem amor junto ao noivo, o futuro prefeito. Às vésperas do casamento e da eleição - cujo resultado pode dificultar ainda mais a vida dos Inválidos -, Hana se questiona se a intervenção realmente tem efeito. Vivendo em um mundo dividido, Lena e Hana narram suas histórias em capítulos alternados. O que elas não sabem é que, em lados opostos da guerra, suas jornadas estão prestes a se reencontrar.


>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Voltei a sonhar com Portland.”

RESENHA<<<
Mais um final de série no blog, para saber dos venenos anteriores da série Delírio, clique:

Eita livro grande, repetitivo e relativamente chato. O amor pode até ser uma doença, mas esse plot só bateu muito no primeiro livro, nos seguintes a Shhh ainda era mencionada, mas muito menos do que poderia ter sido e a questão das intervenções e o que de fato acontece quando você se livra desse sentimento não foram mais exploradas.

Nesse último livro a narrativa ficou dividida entre Lena e Hana, muita gente pode curtir a Hana, mas sinceramente porque ela ganhou esse destaque? Preferia que o Alex tivesse narrado, afinal ele some desde o livro 2 (início) e apareceu muito pouco nesse. Gostaria de ler sobre o que ele passou quando se separou da Lena e os caminhos que precisou trilhar. Já Hana ficou repetindo praticamente o primeiro livro – quando a Lena (e nós) descobre sobre a Cura e o quanto pode ser prejudicial. Me senti ‘relendo’ o livro 1 novamente com a narrativa da Hana, chata, chata e repetitiva toda vida.

Já na parte da Lena, a história também foi cansativa, chata e arrastada. Uma personagem perdida no meio de toda essa distopia que sempre acaba virando uma não-distopia. Talvez a única coisa interessante, porém cansativa, foi ver como a Resistencia se manteve. O quão difícil é entrar em algo que pode mudar o mundo, mas você precisa abrir mão de tudo. A autora não mostrou coisas lindas ou momentos sublimes na selva, ela mostrou a realidade nua e crua.

O final em si ficou tão aberto. Não resolveu exatamente a situação da Lena (afinal ela passou dividida entre o Julian, no livro anterior e boa parte desse), falou pouco do Alex, afinal ela arriscou toda uma vida por um amor e a autora nem mostra se ele ficam juntos ou não. A Hana narrando esse terceiro livro sem necessidade e também não sabemos exatamente como ela sobrevive. Enfim, tantas linhas soltas em um livro que poderia ter fechado de forma simples e elegante se a autora optasse por ser precisa e fechar as pontas que criou.

Analisando friamente a série agora, vejo que ela poderia ter condensado os 3 livros em 1 grande e bem escrito ou 2 médios. Sem as enrolações e focando na ideia interessante – perder/abrir mão de um sentimento e todas as consequências que resultam quando isso acontece. Uma pena que mais uma série chegue ao fim e o único sentimento que a gente tenha é... ainda bem que terminou.

>>>Nas redes sociais há mais venenos <<<