POISON BOOKS - O Peculiar (Stefan Bachmann)

Em 04 julho 2014

Autor: Stefan Bachmann
Tradutor: Viviane Diniz
Editora: Galera Junior
Série: Sim, livro 1 (série O Peculiar)
Temas: Infantojuvenil, Steampunk, Aventura, Fadas
SINOPSE: Parte romance gótico, parte mistério e aventura steampunk. Após a invasão do mundo pelos seres mágicos, as fadas foram aceitas entre os mortais, mas os mestiços não têm lugar. Os irmãos Barthy e Hettie vivem com medo. Tudo piora quando Peculiares são encontrados, ocos, boiando no Tâmisa. Mas eles estão seguros em Bath, não? Talvez... Se não fosse pela misteriosa dama em veludo ameixa que aparece na vizinhança. Quem é ela? E o que quer?



>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Penas caíam do céu.”

RESENHA<<<
Eu gostei bastante da premissa de ‘O Peculiar’, uma mistura de fadas com o steampunk, aquele momento que Londres vive o início do boom da era industrial e como as fadas e seres encantados acabaram ficando presos em nosso mundo, como os humanos tentaram contornar a situação e também as fadas, e claro as incríveis criaturas mecânicas que imitam bichos de verdade.

A ideia do autor foi muito bacana, gostei do mundo que ele criou, as cenas com detalhes e como cada criatura pode ser bem diferente, às vezes meio exótica, às vezes com um algo a mais. Mas não entendi exatamente porque é destinado ao publico infantil. Ao longo do livro senti dificuldade em ver as conexões das histórias com os pequenos, ela é densa, às vezes detalhada demais e isso tende a ser cansativo em alguns momentos, as cenas merecem uma leitura mais cuidadosa e até mesmo na parte da aventura não há tanta ação para a faixa etária que a história foi destinada. Acho que os pequenos terão e muita dificuldade em ficar ‘vidrados’ na história, ela tende a fazer a gente se cansar.

O autor era bem novo quando escreveu a série e senti falta de uma lapidação na história. O mundo que ele criou é ótimo, mas muitas vezes repetitivo e um tanto quanto cansativo, as cenas de ação carecem de emoção e aquele sentimento que ‘viver uma grande aventura’, faltou nivelar a história para os olhos de uma criança. Pois para mim se destinou mais a um ‘adulto jovem’ (alguém na faixa de 20 anos/22) do que aos pequenos. A mesma coisa vale para a narrativa, apesar de alguns belos detalhes, ela nos deixa cansado. Não era uma história que conseguia ler páginas e páginas seguidas.

O final foi meio jogado, a gente leva tanto tempo no livro indo de um canto a outro, mas o final foi meio ‘pam-pum’, de repente a gente estava correndo, desvendando mistérios e ficamos com um final em aberto, o ‘grande’ gancho para o segundo livro. Aqui a gente descobre as coisas, mas não sabemos exatamente se elas vão sair desse jeito no próximo capitulo da aventura.

De modo geral eu curti os personagens apresentados, principalmente Bartholomew e Arthur, o pequeno peculiar que acaba se aventurando fora dos limites da sua vida e mostrando alguns momentos de receio, medo e sem saber como deve agir, mas com certeza o grande destaque é Arthur, que começa o livro como um personagem que a principio poderia ser até considerado descartável, ganha um grande destaque e é fundamental para a trama. Ele sai na inércia que é a sua vida e se agarra a essa grande aventura.

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