BOOKS || Entre Mundos (Brenna Yovanoff)

Autor: Brenna Yovanoff
Tradutor: Sibele Menegazzi
Editora: Bertrand
Série: Não
Temas: Adulto, Aventura, Fantasia, Demônios
Depois do enorme sucesso de O substituto, Brenna Yovanoff, no esperado Entre mundos, envereda novamente pelo gênero fantástico, tendo sempre como pano de fundo um mundo nebuloso e personagens sombrios. Os romances da autora já ultrapassaram a marca de um milhão de cópias vendidas no mundo, figurando sempre nas listas de mais vendidos dos EUA e da Grã-Bretanha.
A protagonista Daphne vive em Pandemonium desde que nasceu e sempre se sentiu excluída, um peixe fora d’água. Mesmo sendo filha de Lúcifer e Lilith, a mulher mais poderosa do inferno, a menina sempre teve o desejo de uma vida diferente da de suas irmãs, que se alimentam do sofrimento humano. Já seu irmão, Obie, que se dedica a salvar espíritos desvirtuados na Terra, é um ídolo e a esperança de Daphne para mudar de vida.
Quando Obie é raptado, Daphne foge para a Terra para resgatá-lo e tentar encontrar seu verdadeiro caminho. Ela só não imaginava conhecer o misterioso e desprotegido Truman.
O novo livro de Brenna Yovanoff é mais do que um romance para jovens, como a maioria no mercado editorial. Ele apresenta, além de uma história intrigante, um debate inteligente e bem-construído a respeito do bem e do mal na sociedade. Com isso, a autora desconstroi o maniqueísmo inerente aos seres humanos, que estão sempre buscando o mocinho e o vilão.
Entre mundos é um romance transcendental sobre uma jovem – que também é um demônio – e sua procura pelo amor na Terra. Uma história que põe em questão a ética, os valores e os sentimentos humanos neste e em outros mundos.
>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Uma vez, minha mãe disse a uma horda de anjos que preferia morrer a voltar para um homem que não amasse.”

RESENHA<<<
Apesar da sinopse de certa forma interessante, a história ficou no ‘pretinho básico’, não tendo muitos momentos de tensão ou raiva de algum personagem, analisando friamente, a escrita da autora está para uma água morna quase gelada... sabe aquela que ficam na banheira e depois de um tempo a gente se pergunta o que está fazendo aqui?

Essa foi uma sensação constante em toda a história. Porque estou lendo ou que futuro esses personagens irão ter ou a que horas a emoção começa de verdade no livro. A história sobre a filha de Lilith e Lúcifer beirou algo normal, sem graça e bobo. Faltou de tudo nessa história, infelizmente.

Um dos principais problemas na história talvez tenha sido a grande virada que a autora quis dar em sua protagonista, a personagem - Daphne é um demônio, mas praticamente foi tratada e explorada quase como um anjo, não que ela não pudesse ser mais humana e menos maquiavélica, mas ela era tão boba e tão diferente que ficou chata e apagada. E até mesmo o par romântico dela não emplacou. Há alguns poucos momentos que a história parece sair do ostracismo, mas na grande parte é só um mais do mesmo eterno.

A escrita da autora é parada, não inova e não nos estimula a continuar a leitura, durante muitas vezes quis parar de ler porque a história não me motivava a seguir. É ruim quando uma sinopse legal fica a desejar desse jeito, parece que o autor fez a história a partir da sinopse e não ao contrario.

Já tinha achado que a escrita da autora não era tão encantadora em ‘O Substituto’, ou talvez seja sempre o mesmo problemas, seus personagens podem até parecer fortes, mas a medida que avançamos as páginas, eles acabam se tornando fracos e apagados, um enredo que não anima a continuar a ler falta emoção, aventura e um pouco de suspense do que de fato vai acontecer e como essa história pode se desenrolar de forma diferente e única.

Uma das coisas mais nonsense desse livro foi o fato do rapaz humano e par de Daphne descobrir que a mesma é um demônio e nem sentir nada demais, ou quando eles entram em portais e saem em qualquer canto do planeta... não sei vocês, mas eu não estou topando assim com seres sobrenaturais a torto e a direito para que quando um deles apareça na minha frente eu ache normal...

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