POISON BOOKS - Carta de Amor aos Mortos (Ava Dellaria)


Autor: Ava Dellaira
Tradutor: Alyne Azuma
Editora: Seguinte
Série: Não
Temas: Jovem-Adulto, Relacionamento, Comportamento
SINOPSE: Tudo começa com uma tarefa para a escola: escrever uma carta para alguém que já morreu. Logo o caderno de Laurel está repleto de mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, Judy Garland, Elizabeth Bishop… apesar de ela jamais entregá-las à professora. Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sobre sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky. Mas Laurel não pode escapar de seu passado. Só quando ela escrever a verdade sobre o que se passou com ela e com a irmã é que poderá aceitar o que aconteceu e perdoar May e a si mesma. E só quando enxergar a irmã como realmente era — encantadora e incrível, mas imperfeita como qualquer um — é que poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho.



>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Hoje a sra. Buster passou nossa primeira tarefa de inglês: escrever uma carta para uma pessoa que já morreu.”

RESENHA<<<
Essa ideia de escrever os sentimentos em algum lugar – diário, cartas e afins, não é novidade, acho que a primeira vez que vi algo desse tipo foi em um filme há quase 10 anos. Então a sinopse e a ideia geral do livro acabaram me agradando a ponto de querer ler, mas no decorrer da leitura, a coisa toda não foi tão legal assim.

No início é complicado entender qual é o momento que a história se passa, afinal a protagonista escreve cartas às pessoas mortas e ela começa com uma pessoa que já faleceu há algum tempo, imaginei que a história se passaria nos anos 80, mas quando ela escreve à Amy Winehouse, eu percebi que a história se passa nos dias de hoje.

A ideia do livro realmente é um diário através de cartas, ela vai contando aos poucos o dia-a-dia dela para essas pessoas, porém sempre começa a carta fazendo uma ligação com a vida da pessoa e um pouco do sofrimento que ela vive. Apesar da boa ideia, o jeito de narrar é cansativo e muitas vezes chato, ela se torna bem repetitiva e a gente se cansa do que vai lendo, parece que a história não evolui.

Um dos grandes mistérios é saber o que aconteceu com a irmã dela, a gente sabe que ela está morta logo no início, mas não sabemos o motivo, e só vamos começar a descobrir depois da página 200, isso prejudica o interesse do leitor e se torna cansativo e quando finalmente descobri o porquê, a história para mim ficou mais sem graça do que já estava. Fiquei com aquela sensação de que ‘fui enrolada para saber algo que poderia já ter sido contado há tempos’.

A autora quis misturar muitos assuntos ‘fortes’ e acaba ficando na superfície de todos eles, por demorar a desenrolar as coisas, a ‘salvação’ vem de uma forma muito simples e fácil. Ou seja, o personagem sofre o livro todo e meio que no último capítulo ele ‘vive feliz para sempre’. Faltou trabalhar melhor no assunto – desenvolvimento, explicações e finalização. Ficou uma colcha de retalhos.

Os personagens não me chamaram muita atenção. Apesar dos assuntos fortes, devido ao jeito que as coisas narradas, ficou dando a impressão que todos estavam sempre em festas e não queriam nada. Era como se fossem vazios. Uma pena, ela poderia ter explorados muitos assuntos com seus personagens e tentado fazer a vida de muitos leitores, do jeito que foi para mim foi apenas mais uma história que em breve vai se perder...

>>>Nas redes sociais há mais venenos <<<

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