POISON BOOKS - Quando Tudo Volta (John Corey Whaley)

Em 04 junho 2014

Autor: Quando Tudo Volta
Tradutor: Carolina Caires Coelho
Editora: Novo Conceito
Série: Não
Temas: Jovem-Adulto, Suspense, Outros
SINOPSE: Uma morte por overdose. Um fanático estudioso da Bíblia. Um pássaro lendário. Pesadelos com zumbis. Coisas tão diferentes podem habitar a vida de uma única pessoa? Cullen Witter leva uma vida sem graça. Trabalha em uma lanchonete, tenta compreender as garotas e não é lá muito sociável. Seu irmão, Gabriel, de 15 anos, costuma ser o centro das atenções por onde passa. Mas Cullen não tem ciúmes dele. Na verdade, ele é o seu maior admirador. O desaparecimento (ou fuga?) de Gabriel fica em segundo plano diante da nova mania da cidade: o pica-pau Lázaro, que todos pensavam estar extinto e que resolveu, aparentemente, ressuscitar por aquelas bandas. Em meio a uma cidade eufórica por causa de um pássaro que talvez nem exista de verdade, Cullen sofre com a falta do irmão e deseja, mais que tudo, que os seus sonhos se tornem realidade. E bem rápido.


>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Eu tinha dezessete anos quando vi o primeiro cadáver.”

RESENHA<<<
O que falar desse livro? Ele TINHA uma pegada muito interessante, mas ao chegar ao final, as coisas não se concretizaram da forma que deveria e a sensação que o autor deixou é que o final foi ‘nas coxas’, ele precisava dar um final?! e aí, ele colocou umas pontas soltas no meio do livro, que na maioria das vezes é muito sem pé nem cabeça e voilà, temos um final.

A ideia geral do livro fala sobre sequestro, como alguém pode sumir do nada? De repente a pessoa está ali e no outro momento ela simplesmente desapareceu e ninguém sabe dela, a tensão da família, dos amigos, todos passam a ser suspeitos. Um momento muito ruim para qualquer família. E a sensação de nunca saber o que de fato aconteceu é o pior sentimento.

Essa parte o autor realmente colocou uma boa dose dramática e foi bem real, a família ficou despedaçada, a gente sente o irmão mais velho se desesperando, os amigos, as buscas, as incertezas. Todos esses sentimentos são bem trabalhos, nada em excesso que justifique a chatice, mas nada tão leviano que você pense; nossa isso não me convence.

Mas no meio disso, e por meio quero dizer entre alguns capítulos há essas partes soltas e aleatórias, onde certos personagens aparecem vindo de local nenhum e sinceramente? Odiava quando eles apareciam, além de tirar o foco bacana da história, vinham com umas teorias muito doidas e depressivas e aos poucos esses pontos de vistas aleatórios foram me desanimando de continuar.

A ligação entre a história e os pontos aleatórios só se dá no final, para a tal explicação do sumiço do rapaz e sendo bem sincera, foi pobre. O autor tinha um enredo cativante, até um jeito de narrar interessante, mas ao fazer esse final fiquei com aquela sensação de que perdi tempo lendo um livro, pois o autor fez um final qualquer para ter um final, talvez se tivesse ficado aberto eu teria achado muito mais interessante.

Este é um tipo de livro que até tem algo a acrescentar, mas aos poucos a boa história se perde no meio de narrativas e situações nonsense, uma pena porque acredito que o enredo sobre o sumiço e todo drama foi ofuscado nesse final meia boca.

>>>Nas redes sociais há mais venenos <<<