POISON BOOKS - Incendeia-Me (Tahereh Mafi)

Em 25 junho 2014

Autor: Tahereh Mafi
Tradutor: Bárbara Menezes
Editora: Novo Conceito
Série: Sim, livro 3 (série Estilhaça-Me)
Temas: Jovem-Adulto, Distopia?, Romance
SINOPSE: UM DIA EU POSSO ROMPER UM DIA EU POSSO R O M P E R E ME LIBERTAR NADA MAIS VAI SER IGUAL O destino do Ponto Ômega é desconhecido. Todas as pessoas com quem Juliette se importa podem estar mortas. Talvez a guerra tenha chegado ao fim antes mesmo de ter começado. Juliette foi a única que restou no caminho d O Restabelecimento. E sabe que, se ela sobreviver, O Restabelecimento não sobreviverá. Entretanto, para destruir O Restabelecimento e o homem que quase a matou, Juliette vai precisar da ajuda de alguém em quem nunca pensou que pudesse confiar: Warner. Enquanto eles lutam juntos para combater o inimigo, Juliette descobre que tudo que ela pensava saber sobre seu poder, sobre Warner e até mesmo Adam era uma mentira.



>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Sou uma ampulheta.”

RESENHA<<<
Final de série da trilogia Estilhaça-Me, para conhecer os anteriores, clique:

Me desculpem os fãs dessa série, mas esse livro foi uma piada. Com certeza ele irá se juntar à  outros na categoria ‘que-final-mais-nonsense-foi-esse?’, tudo bem que os autores andam pecando e muito em suas continuações e finalizações, mas esse livro mudou tão drasticamente que fico me perguntando, deve ter outro livro depois desse.

São 78 capítulos, onde de distopia mesmo não vi uma vírgula. Ok, seguiu o básico da distopia ‘menina virando o símbolo da revolução’, mas apenas isso. O livro parece um romance, mais da metade desses capítulos são Warner e Juliette de mimimi, onde um vilão ficou falando em todas as frases ‘meu amor’. Sério, se um rapaz fica o tempo todo. O TEMPO TODO e em todas as frases te chamando de ‘meu amor’, as mulheres irão reclamar, é chato e pegajoso. Não reconheci o personagem que achei interessante e ‘malvado’ do livro 1, ele se perdeu (aliás, já estava perdido no 2, mas aqui, morreu para mim).

Juliette e Kenji eram os mil páginas sobre sentimentos, mimimi de como eu me sinto (Juliette nunca sabia o que sentia por Adam ou Warner) e Kenji estava lá analisando junto com ela. Pareciam fofoquinhas, e o mundo nem estava se acabando, era quase estar lá na praia divagando, gosto do X ou do Y?. Entendo que seja necessário colocar um pouco de romance em distopias, mas quando mais da metade vira divagação sobre sentimentos a gente perdeu totalmente a essência do gênero.

Quanto a quem Juliette ficou, não foi uma grande surpresa e paro por aqui (nada de spoilers),  para mim, o trio se perdeu no livro anterior. Desejei que os três morressem, essa parte do livro me desmotivou muito desde o anterior. Acho se a menina não sabe com quem quer ficar, que fique ‘forever alone’. E ela sempre foi uma personagem tão interessante, mas pena que foi totalmente mal aproveitada.

Não quero falar do Adam, ele quase não apareceu e quando fazia era um ‘pé-no-saco’, então não tem nada do personagem para falar, nem positivo e nem negativo.

Mas nos cinco (isso mesmo cinco) capítulos finais tivemos a mega super ultra (percebam o tom irônico, por favor) batalha, outra parte piada. De repente tudo se resolveu. Tipo, oito pessoas resolveram uma guerra sem um plano decente e nem falo do final, que xoxo. Pensei, a autora ficou com vergonha de continuar escrevendo e acabou por aqui. Aleluia!

A série também é composta de outros dois contos, o primeiro Destrua-Me, foi um dos mais interessantes de toda a série. A autora fez um ponto de vista interessante sobre Warner, apesar de algumas coisinhas fora de hora, analisando friamente, ouso dizer que foi até a onde a série ainda estava na linha, depois se perdeu totalmente.

O último conto – Fragmenta-Me, totalmente não me agradou, achei chato e pegajoso, lembro de ter pensado, se o conto que deveria me fazer desejar loucamente o último livro da série não me agrada, imagina o livro final...

No mais, a escrita da autora deu uma pequena evoluída, aquelas coisa irritantes do primeiro livro foram desaparecendo aos poucos, mas a constante repetição de palavras nas frases, os diálogos meio vazios e o não chegar a lugar nenhum realmente continuaram. Acho que ela deveria investir em romances, acho que ela se sairia bem melhor.

PS: Apesar de achar essa capa muito mais bonita que as antigas que a editora lançou, achei sacanagem só mudarem a capa no último livro, pois a capa desse jeito já tinha saído antes do livro 2 sair aqui no Brasil.

>>>Nas redes sociais há mais venenos <<<