POISON BOOKS - Cidade Sombria (Catherine Fisher)

Em 05 maio 2014

Autor: Catherine Fisher
Tradutor: Bruna Hartstein
Editora: Bertrand Brasil
Série: Sim, livro 1 (série O Mestre das Relíquias)
Temas: Infantojuvenil, Fantasia, Aventura, Magia
SINOPSE: A única esperança para Anara, um mundo às portas da total devastação, reside em um mestre, seu aprendiz e nas antigas e ilegais relíquias com poderes misteriosos que eles colecionam. Ao saírem à procura de uma relíquia secreta com grande poder escondida há séculos, Raffi e Galen serão caçados, espionados e testados além dos seus limites, pois existem monstros — alguns deles humanos, outros não — que também desejam o poder desta relíquia até consegui-la.


>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“As setes luas estavam todas no céu ao mesmo tempo.”

RESENHA<<<
Com um ambiente que lembra o mundo de Senhor dos Anéis, a autora investiu na série O Mestre das Relíquias, onde narra um mundo onde falar de magia é algo mal visto e caçadores de relíquias tentam identificar o que são os objetos deixados pelos ‘deuses’ deles.

A trama tem uma história bacana, lembro que ela é infanto-juvenil, mas isso não quer dizer que se você for maior não possa curtir, ela atende bem ao público, mas não é nada bobo ou simples demais que pareça desafiar a inteligência dos mais velhos, a autora manteve o ar de suspense e mistério na medida certa.

Os três personagens principais dessa jornada são tão diferentes entre si e isso foi um ótimo acontecimento, eles se complementam, temos um mestre das relíquias e seu aprendiz, e com eles a gente aprende mais desse mundo que a autora está mostrando nesse primeiro livro da série, o quem é quem e alguns dos motivos da busca e do sumiço desses deuses. E temos a jovem guardiã que a principio poderia ser a parte vilã da história, mas à medida que ela (e nós) descobriu mais dos mestres e de seu mundo, mais ficamos em dúvida de quem fala a verdade.

O primeiro livro apenas arranha o mundo que a autora criou, tem algumas reviravoltas e coisas diferentes, mas não temos uma grande profundidade na história e isso foi um pouco chato, afinal ao terminar o livro, ainda estou me perguntando exatamente o quê devo esperar. Mas a leitura fluída e um narrativa instigante, nos convida a ler páginas e páginas.

O trabalho gráfico está muito bacana, o livro é dividido em partes e antes delas começarem há a marcação dessas divisões com folha preta e imagens, o diferente tipo de fonte utilizada, tanto para escrita e textos quanto para diferenciar quem está narrando. Algumas pessoas podem achar que no mínimo se você está lendo precisa ficar ligado nisso, mas acho que confunde muito o leitor se a mesma fonte para diversos personagens, no livro está do jeito certo a meu ver.

O final apesar de rápido me deixou com muitas coisas para pensar, as ligações da autora com esse mundo e o nosso parecem ser a grande chave ou será o ponto de partida para o livro dois.  Alias, a série é grandinha... são quatro livros até agora.

>>>Nas redes sociais há mais venenos <<<