POISON BOOKS - Cidade da Meia-Noite (J. Barton Mitchell)


Autor: J. Barton Mitchell
Tradutor: Flávia Côrtes
Editora: Jangada
Série: Sim, livro 1 (série Saga da Terra Conquistada)
Temas: Jovem-Adulto, Distopia, Apocalipse, Guerras
SINOPSE: A Terra é conquistada por uma raça alienígena conhecida como os Confederados. A população adulta da Terra desaparece de vista, sucumbida pela Estática - um poderoso sinal telepático irradiado pelos alienígenas, que reduz as pessoas a um estado de total servidão. Mas existe um grupo imune aos seus efeitos: as crianças e os adolescentes. Enquanto isso, Holt Hawkins, um caçador de recompensas, tem como alvo Mira Toombs, uma astuta caçadora de tesouros com a cabeça a prêmio. Não demora muito para Holt capturar sua presa, mas a forte atração que surge entre os dois não é algo com que ele contasse. A queda de uma nave dos Confederados nas proximidades do lugar onde Holt e Mira estão acampados revela uma surpresa - a única sobrevivente é uma garotinha que não se lembra de mais nada a não ser do próprio nome: Zoey. Logo eles descobrem que todo o exército alienígena está à procura de Zoey. O que ela tem de tão especial? Será que os poderes dessa garota, por mais improvável que isso possa parecer, são a chave para deter os Confederados de uma vez por todas?


>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Naquele momento passou a ser oficial: Holt Hawkins estava num dia ruim.”

RESENHA<<<
Cidade da Meia-Noite tem uma diferença interessante, ele fala de aliens e de um futuro apocalíptico na Terra, mas de uma forma diferente, sem zumbis ou coisinhas nojentas, ele mostra como seria a mesma se os adultos não existissem, ou melhor, se ao completarem na faixa de 20/25 anos, eles fossem chamados para algum lugar e ninguém sabe o motivo ou o que de fato existe lá.

Nesse mundo que acompanhamos os protagonistas – Holt, Mira e Zoey, os protagonistas dessa história, eles não começam juntos, mas acabam juntos nessa aventura. Os dois primeiros são adolescentes e cada um tem seu modo de viver e ver esse mundo dominado por esses aliens máquinas. Já a pequena Zoey me irritou do começo ao fim, sério, porque insistem em colocar crianças? E porque quando colocam elas são tão chatas? Durante muito tempo eu achei que ela fosse carta fora do baralho, mas no final resolveram dar uma utilidade para ela que não me convenceu.

Falando de personagens, temos muitos, nem todos são tão importantes quanto os protagonistas, mas acredito que no próximo livro se fizerem alguma menção a algo dito neste livro, será complicado de lembrar quem disse o quê, principalmente quando se referir à Cidade da Meia-Noite, foram muitas etapas até chegar ali e poderia ter reduzido essa quantidade.

A leitura não foi tão apaixonante como vi por aí, sinceramente está bem longe de ser empolgante e maravilhosa, mas a ideia do autor é boa e diferente, então por mais que ele não te prenda com sua narrativa, você quer continuar para saber onde isso pode dar. Mas aviso para insistir um pouco, as primeiras páginas costumam demorar a engrenar, só consegui pegar o gosto mesmo pela história quase chegando à página 100, antes empacava muito.

E o motivo de empacar é que o autor ao criar um mundo onde as pessoas não se lembram de determinadas coisas e fica fazendo flashback e explicando de uma forma mirabolante (só que não) o que é o determinado item que tem um nome diferente. Aí nesse flashback ele meio que fala como se usa ou quando o personagem mexeu naquilo para entendermos que objeto se trata. Em poucos momentos esse recurso foi bom, na grande maioria achei que era mais do mesmo.

Achei que faltou explicar muitas coisas, principalmente sobre os aliens e falando dos mesmos toda hora que eles apareciam me deixava perdida, pois são tipos diferentes que só reconhecemos por cores, então era mais fácil pensar neles como um todo e não uma raça com tipos diferentes.

Alguns momentos de ação são bem descritos, mas o espaço entre eles é grande e aí a gente volta para o que disse antes, a leitura não tem uma uniformidade, você curte, se empolga, mas volta a ser meio parada, aí surge algo bacana, você curte e o ciclo se repete.

Para o próximo livro espero muitas explicações, acho que no tempo que autor ficou querendo mostrar algo que a gente já sabia de uma outra forma, poderia ter investido mais nesse mundo que ele criou. Vamos ver o que nos aguarda em breve...

>>>Nas redes sociais há mais venenos <<<

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