POISON BOOKS - As Mentiras de Locke Lamora (Scott Lynch)

Em 07 maio 2014

Autor: Scott Lynch
Tradutor: Fernanda Abreu
Editora: Arqueiro
Série: Sim, livro 1 (série Nobres Vigaristas)
Temas: Infanto-juvenil, Crimes, Reinos
SINOPSE: O Espinho é uma figura lendária: um espadachim imbatível, um especialista em roubos vultosos, um fantasma que atravessa paredes. Metade da excêntrica cidade de Camorr acredita que ele seja um defensor dos pobres, enquanto o restante o considera apenas uma invencionice ridícula.
Franzino, azarado no amor e sem nenhuma habilidade com a espada, Locke Lamora é o homem por trás do fabuloso Espinho, cujas façanhas alcançaram uma fama indesejada. Ele de fato rouba dos ricos (de quem mais valeria a pena roubar?), mas os pobres não veem nem a cor do dinheiro conquistado com os golpes, que vai todo para os bolsos de Locke e de seus comparsas: os Nobres Vigaristas.
O único lar do astuto grupo é o submundo da antiquíssima Camorr, que começa a ser assolado por um misterioso assassino com poder de superar até mesmo o Espinho. Matando líderes de gangues, ele instaura uma guerra clandestina e ameaça mergulhar a cidade em um banho de sangue. Preso em uma armadilha sinistra, Locke e seus amigos terão sua lealdade e inteligência testadas ao máximo e precisarão lutar para sobreviver.


>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“No auge do longo e úmido verão do Septuagésimo Sétimo Ano de Sendovani, o Aliciador de Camorr fez uma visita inesperada ao Sacerdote Cego no Templo de Perelandro, numa ávida tentativa de lhe vender o jovem Lamora.”

RESENHA<<<
Mais um livrinho que entrou para categoria do ‘deixei de lado e nunca mais olho para você.’ Já disse que a vida é curta para ler livros que não estão me agradando e esse foi um que a sinopse muito me agradou, mas quando abri suas páginas, me senti um pouco enganada.

A leitura foi chata e arrastada, a história esticada até onde não podia, diminuindo ainda mais a vontade de ler, o autor alterna capítulos no presente com um passado e digo que no presente a coisa é sucinta e às vezes até engrada, mas quando chegava no passado, Gzuis...como era chato, perdia o interesse, ficava arrastando a leitura e parece que a gente não chega a canto nenhum, como o mesmo autor em duas partes podia mudar completamente a história?

A ideia geral é bem bacana, um ladrãozinho que é comprado por um ‘grupinho esperto’ porque estava dando muito trabalho ao seu antigo dono, mas quando algumas coisas são contadas, o tal motivo dele ser esse ‘mala sem alça’, a gente se diverte com algumas coisas e fica espantada com outras, por isso acho que o início flui de uma forma bacana, mas quando começa a surgir o bate-volta (presente/passado) é o momento que a mão começa errar.

Apesar de não ter me apaixonado pelo personagem principal – Locke Lamora, achei seus amigos doidinhos e divertidos, gostei mais deles do que o próprio menino, entendi alguns pontos, mas apesar de ter curtido não vou dizer que morri de amores, provavelmente no futuro nem irei lembrar mais deles, ou da história em si...

Como a história tem uma pegada bem devagar, acho que vale a leitura para aqueles que têm mais paciência, gostam de ler aos poucos e são pessoas detalhistas. O excesso de tudo me irritou e muito, mas conheço gente que adora quando isso acontece. Então se você for uma pessoa com um ritmo mais lento de leitura e um bom apreciador, talvez vá amar, mas se você curte as coisas que leio e algo mais ágil, tenha cuidado.

Eu deixei o livro na página 120.

>>>Nas redes sociais há mais venenos <<<