POISON BOOKS - Sapphique (Catherine Fisher)


Autor: Catherine Fisher
Tradutor: Paula Rotta
Editora: Novo Século
Série: Sim, livro 2 (série Incarceron)
Temas: Jovem-Adulto, Distopia, Outros
SINOPSE: Na escura Incarceron, os prisioneiros contam as histórias de um homem lendário: Sapphique, o único detento capaz de escapar da terrível Prisão. Há centenas de lendas a seu respeito, mas será que alguma delas é real? Attia e Keiro acreditam que sim. Quando descobrem que um mágico maluco chamado Rix estaria com a luva perdida de Sapphique, eles resolvem roubá-la. Enquanto isso, no Reino, Finn já não acha tão fácil ser um Príncipe, e se vê às voltas com dúvidas a respeito de sua própria identidade. Quem somos nós? Podemos fazer tudo aquilo que os outros esperam de nós? Podemos escapar de nós mesmos? Viva os terrores da Ala do Gelo, um duelo, um baile de máscaras e a temível ira de uma Prisão determinada a abandonar seus detentos à infinita escuridão e à morte.


>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“A passagem era tão estreita que Attia conseguia apoiar-se em uma das paredes e chutar a outra.”

RESENHA<<<
Continuação e final de Incarceron, para ler sobre ele, clique:

Não estamos acostumados com duologias, por isso é estranho ver que é possível fazer uma série com poucos livros, pois geralmente a coisa beira a cinco livros (no mínimo), mas a autora conseguiu em apenas dois livros, criar um mundo totalmente diferente e levantar os problemas e as possíveis soluções depois da revolução.

Sapphique mostra o que acontece com o real se encontra com o imaginário. Não entendam a prisão (Incarceron) como imaginário, mas é que ela é tão não se sabe onde, e deveria ser um lugar do paraíso, que quando as informações que chegam contestam tudo que você aprende em uma vida, pode gerar desconfiança.

O clima no Reino é tenso e o jogo de poder e a tortura psicológica é o que amarra e é o forte deste livro, enquanto no anterior a gente tem uma grande aventura para descobrir uma saída da prisão, aqui o objetivo é que Incarceron seja tão esquecida como sempre foi. Ninguém quer pessoas ameaçando seu poder, principalmente se pode tirar você do poder como acontece.

Aqui é preciso ficar mais atento, pois a constante troca entre os capítulos, ora narrando do Reino e ora de Incarceron às vezes nos faz duvidar do que de fato é real e do que é invenção. Os personagens todos estão no limite e por isso mudanças drásticas de personalidades aparecem por aqui ninguém é 100% bom ou mau, as pessoas agem por interesse e os interesses sempre estão em mudança.

Uma dificuldade que tive com esse livro foi me lembrar de todos os personagens e os detalhes do acontecido anteriormente, pois a distância entre a leitura dos livros foi grande (quase um ano), mas a autora coloca pequenas informações ao falar de cada personagem que rapidamente nos remete à alguns momentos do livro anterior, mas só ficamos confortáveis mesmo depois do capítulo 6/7.

A narrativa ficou mais fluida, no livro anterior era algo meio pesado e um pouco arrastado de ler, mas aqui melhorou, não sei se foi devido ao foco – nesse livro são as explicações e consequências da fuga e do que é de fato a prisão, enquanto antes era uma grande aventura descrevendo cela a cela. Mas me surpreendeu, gostei bastante do primeiro, mas esse me deixou mais ansiosa para saber o final.

Final esse que foi clean, com algumas reviravoltas, mas fechou de forma significativa e sem necessidade de se estender. Fiquei bem impressionada na quantidade de informações presentes e são apenas dois livros.

Apesar de distopia não ser algo que ame de paixão, essa foi bem diferente do que estamos acostumados, ser apenas dois livros já ajuda bastante e os mesmos já terem sido publicados é melhor ainda.

>>>Nas redes sociais há mais venenos <<<

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