POISON BOOKS - O Vale dos Mortos (Rodrigo de Oliveira)


Autor: Rodrigo de Oliveira
Tradutor: ---
Editora: Faro
Série: Sim, livro 1 (série Vale dos Mortos)
Temas: Pós-Apocalípse, Zumbis, Lit. Nacional
SINOPSE: Com passagens por Brasília, Estados Unidos, China e França, O Vale dos Mortos baseia-se na profecia de que um planeta intruso ao sistema solar, ao raspar por nossa orbita, fatalmente desencadearia a transformação de grande parte da humanidade, não havendo lugar seguro, ambientes sem infecção, pois ela ocorreria simplesmente pela aproximação do astro. Pegos de surpresa, e tentando entender o que acontecia enquanto buscavam se salvar, um casal e seus filhos iniciam uma jornada para reestabelecer alguma condição de vida no que restou de seu próprio mundo. Uma história com muita ação, suspense, que vai deixar você eletrizado.


>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
Ao abrir os olhos Ivan tentou entender onde estava.”

RESENHA<<<
Não sou fã de zumbis e após ler esse livro a minha afirmação continua de pé como nunca. Apesar de não ter curtido tanto o livro do autor, mas a ideia geral da coisa e algo que vou falar um pouco mais em breve, e também não queria desistir da leitura, pois ele focou em algo que sempre falei que sentia falta nas distopias; o agir, questões de liderança, sangue e garra. E nesse ponto o autor soube colocar isso com perfeição.

De todo o livro, esse ponto foi que realmente me chamou atenção, por isso que fui até o fim, as situações reais e a questão de decisão e escolhas foram muito pertinentes, você está numa situação critica, precisa fazer algo, sem ficar de mimimi, por mais que a gente imagine um mundo no caos, ninguém vive assim, lideranças, estruturas e organizações sempre estarão presentes, seja hoje ou daqui a mil anos ou depois de um ataque à Terra. Os personagens foram bem trabalhados nesse ponto – liderança e brigas pela mesma – bem como aqueles que seguem a massa, porque o acham mais fácil.

A questão de vida seguindo mesmo que de uma forma muito estranha foi o que me manteve na leitura, porque senti a coisa real, os dramas, as escolhas, os momentos. O caos ocorrendo e alguém precisando tomar decisões, nem sempre as melhores, mas decisões. Bem como o conceito de certo ou errado mudar drasticamente depois de uma grande catástrofe.

Porém, a história não me agradou, o autor tem momentos que quer explicar tudo tão detalhadamente que o texto ficava arrastado e pesado. O pior é no capítulo 3 quando ele resolve contar um milhão de versões do ataque zumbi – no Brasil pelos olhos da presidente, nos EUA, na China... porque isso já que essas pessoas não eram os protagonistas dos livros? Um capítulo enorme e cansativo que se aproveita muito pouco. Mas em outros apítulos temos coisas tão detalhadas como essas.

Criança é algo que é oito ou oitenta, quando é romance é uma graça tê-las por perto, mas nessa história tinha criança demais e muita choradeira, monstros e mimimis que me irritavam bastante e cada vez que eles achavam um novo lugar ou pessoas novas...tchram... mais crianças apareciam e sempre todas eram pequenas... porque não poderiam ter uns 10/12/14 anos? Eram sempre as pequeninas, na faixa de 4 a 8 anos. Foi difícil de aturar essa choradeira.

O autor tem um olhar interessante para a história, porém ele tende a se estender demais, sentia páginas e páginas sendo preenchida com a mesma coisa, uma repetição desnecessária. E a semelhança com ‘The Walking Dead’ era bem óbvia em muitos momentos, talvez o autor seja um grande fã, mas se até eu que não acompanho vi semelhanças, acho que os fãs irão notar bem mais.

Não entendi porque ser uma série, acho que esse livro poderia ter começo, meio e fim. Teve coisas demais sendo comentadas que não precisava, enquanto outras poderiam ter sido melhor trabalhadas.

Para quem quer conhecer um pouco mais, há um conto (#0.5) que é free, acessa o link para lê-lo.


>>>Nas redes sociais há mais venenos <<<

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