POISON BOOKS - O Circo Mecânico Tresaulti (Genevieve Valentine)

Em 07 março 2014

Autor: Genevieve Valentine
Tradutor: Dalton Caldas
Editora: Darkside
Série: Não
Temas: Adulto, Steampunk, Circo, Outros


SINOPSE “Respeitável público, sejam bem vindos ao incrível Circo Mêcanico Tresaulti, o lugar para quem acredita no mundo mágico que nos rodeia. Permita-me conduzi-lo por uma viagem única através da luz e das sombras onde descobriremos juntos uma nova forma de ver tudo e a todos. Onde não existe limite entre o picadeiro e a plateia, onde tudo é real e o único limite é a nossa vontade de sonhar.” Às vezes, o mundo pode parecer um lugar desolador e escuro, formado por vastas amplidões cheias de conflito, onde o que todos procuram é se agarrar a algo que os faça sobreviver ao dia seguinte. Pois em O Circo Mecânico Tresaulti esse deserto cheio de perigos é atravessado pela magia de uma potente força criadora, capaz de devolver a integridade emocional e física a quem se juntar à trupe. Em pleno cenário pós-apocalíptico, O Circo Mecânico Tresaulti ergue sua lona e dá início ao grande espetáculo. Ambientado sobre a perigosa superfície de um mundo devastado, cheio de bombas e radiação remanescentes de uma guerra pela qual todos já saíram derrotados, este belo romance nos apresenta uma caravana circense em eterna viagem através de muitas cidades sem país, região ou rota definida. Lugares que podem não mais existir quando o circo retornar. Aqueles que se juntam ao circo procuram segurança, trabalho sem risco de vida ou apenas uma nova forma de recomeçar. E seguir adiante, apesar de tudo. Boss, a força motora do circo, agrega novos personagens, atraídos pela sua habilidade muito especial para recuperar corpos mutilados pela guerra, criando assim magníficos seres mecânicos pós-humanos – repletos de complexas engrenagens, placas de ferro, pétalas de cobre, pulmões relojoaria, rodas e pistões –, cada um trazendo para o circo algo nunca visto e sentido antes. O público se aglomera para ver de perto as proezas desse grupo de pós-humanos fascinantes mas por vezes sombrios. É nesse picadeiro que enxergamos uma parte de nós em uma delicada lente de aumento. Seguimos adiante cercados por personagens como Ayar, o homem forte, os irmãos acrobatas Grimaldi e o incrível trapézio vivo de Elena, além de um enigmático par de asas, objeto de uma guerra secreta nos bastidores do circo mecânico. Através de imagens surpreendentes, a autora nos conduz por um realismo mágico com um toque da beleza steampunk, uma combinação inusitada que cria a atmosfera perfeita para personagens comoventes e de grande força poética. 


>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“A tenda é decorada com fios de lâmpadas expostas e pedaços de espelho amarrados aqui e ali para dar um brilho.”

RESENHA<<<
Infelizmente mais um livro que eu deixei de descobrir seus mistérios antes de chegar as páginas finais, apesar de toda a boa crítica que li pela blogosfera, em nenhum momento fui avisada que o mesmo não era exatamente uma história linear e sim pequenos contos/momentos narrados pelo ponto de vista de um dos personagens sobre o circo.

A narrativa não me agradou, apesar dos capítulos curtíssimos, a narrativa não me empolgava, ela é bem arrastada e não convidativa a continuar. Era raro conseguir ler mais do que cinco capítulos sem me sentir entediada ou com vontade de ir ler outra coisa.

A ideia do circo também não me agradou, talvez até onde tenha lido (capítulo 26/página 88) as coisas não foram tão explicadas assim, o personagem que ‘narra’ suas percepções sobre a vida/circo conta como eles chegam ou seu amor por algum deles, mas tudo de uma forma sucinta e bem rasa. No final eu tinha um monte de personagens a minha volta e não sabia exatamente quem era quem.

O ponto mais legal do livro são as imagens que aparecem aleatoriamente entre os capítulos, elas são belas e algumas têm a ver com os personagens, em certos momentos é bom até para entender o quê exatamente o autor quis mostrar sobre um personagem.

Pelo fato dos capítulos não serem narrados de forma linear e sim como se fossem pensamentos soltos e sentimentos, até onde cheguei digo que não entendi a proposta do livro. Fala de alguma espécie de lugar que é refúgio para algumas pessoas por motivos diversos? O circo pode ser algo mais do que foi mostrado? Essas perguntas começaram comigo desde o início, mas até onde li não foram respondidas. E como o interesse pelo livro foi baixo praticamente desde o início, preferi não continuar.

>>>Nas redes sociais há mais venenos <<<