POISON BOOKS - As Luzes de Setembro (Carlos Ruiz Zafón)


Autor: Carlos Ruiz Zafón
Tradutor: Eliana Aguiar
Editora: Suma de Letras
Série: Sim, livro 3 (série Névoa)
Temas: Infato-Juvenil, Mistério, Aventura
SINOPSE Durante o verão de 1937, Simone Sauvelle fica de repente viúva e abandona Paris junto com os filhos, Irene e Dorian. Eles se mudam para uma cidadezinha no litoral da Normandia, e Simone começa a trabalhar como governanta para Lazarus Jann, um fabricante de brinquedos que mora na mansão Cravenmoore com a esposa doente. Tudo parece caminhar bem. Lazarus demonstra ser um homem agradável, trata com consideração Simone e os filhos, a quem mostra os estranhos seres mecânicos quecriou: objetos tão bem-feitos que parecem poder se mover por conta própria. Irene fica encantada com a beleza do lugar – os despenhadeiros imensos, o mar e os portos – e por Ismael, o pescador primo de Hannah, cozinheira da casa. Ismael tem um barco, entende tudo sobre navegação e gosta de velejar sozinho, até conhecer Irene e vê-la de maiô... Os dois logo se apaixonam. Entre Simone e Lazarus parece nascer uma amizade. Dorian gosta de ler e, muito curioso, quer entender como os bonecos de Lazarus funcionam. Todos estão animados com a nova vida quando acontecimentos macabros e estranhas aparições perturbam a harmonia de Cravenmoore: Hannah é encontrada morta, e uma sombra misteriosa toma conta da propriedade. Irene e Ismael desvendam o segredo da espetacular mansão repleta de seres mecânicos e sombras do passado. Juntos enfrentam o medo e investigam estranhas luzes que brilham através da névoa em torno do farol de uma ilha. Os moradores do lugar falam sobre uma criatura de pesadelo que se esconde nas profundezas da floresta. Em As luzes de setembro, aquele mágico verão na Baía Azul será para sempre a aventura mais emocionante de suas vidas, num labirinto de amor, luzes e sombras.


>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Quem se lembra da noite em que Armand Sauvelle morreu jura que um raio púrpura atravessou o céu, deixando um rastro de cinzas que se perdia no horizonte; um raio que sua filha Irene nunca viu, mas que atormentaria seus sonhos por muitos anos.”

RESENHA<<<
Livro três da série que não é exatamente série – Névoa. Quer conhecer os anteriores?

A vantagem de ler uma série desse tipo é que não precisa ler na ordem, pois nenhum dos livros tem continuação no próximo, eles falam do mesmo esquema sobrenatural, mas se por acaso você não quiser ler um dos livros, não fica com a sensação de que falta algo.

Porém, você fica sentindo que algo não está bacana e fica se perguntando por que gostou mais de um do que do outro, já que todos falam de algo semelhante e são do mesmo autor. Sim, apesar de ler os três livros da série com uma boa velocidade, confesso que apenas o primeiro livro da série realmente me empolgou, os outros dois foram pálidas sombras do primeiro.

Estamos de volta à Europa, um pouco antes da Segunda Guerra Mundial, um pouco longe da capital Paris, mas uma pequena vila com uma bela paisagem e habitantes singelos, exceto pelo morador que habita uma grande propriedade e algumas histórias sobre ele e sua casa.

A ideia geral demora bastante para acontecer aqui, por ser um livro curto, apenas 13 capítulos (230 páginas), esse pode ter sido um dos motivos da ‘mão errada’ na história, fiquei com a sensação de que o autor se focou no belo e inocente romance dos adolescentes com pitadas de mistérios, mas só resolveu de fato agir e incrementar sua história aos 45 do segundo tempo, fazendo com o que penúltimo capítulo seja enorme, cheio de tudo e com a história corrida.

Dos vilões apresentados, esse ‘ser’ se parece bastante com o do primeiro livro, talvez seja o fato de ser passar em um local relativamente próximo, ou pode ser que o autor tenha retornado a essa ideia ao escrever este livro. Tem um ar de mistério, mas não chegou nem aos pés do primeiro livro. O enredo talvez precisasse de mais tempo para ser trabalhado, ou ele poderia ter diminuído o momento romântico.

Gostei dos personagens, o pouco que é contado de suas vidas, mas senti falta do aprofundamento, de moldar um pouco mais, em alguns, principalmente o ‘vilão’ até temos algo que vai aprofundar, mas queria algo contado aos poucos, mesmo que fosse no tom de mistério ou ‘será que é verdade?’ principalmente por tudo se passar numa cidadezinha do interior e não jogado/sendo revelado por ele mesmo como aconteceu.

A escrita de Zafón realmente tem uma espécie de magia, pois por mais que a gente não curta seu enredo ou como as coisas acontecem, a gente quer saber de tudo e segue até o final da história para saber mais, talvez esse seja seu segredo.

>>>Nas redes sociais há mais venenos <<<

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