BOOKS || Enfeitiçadas (Jessica Spotswood)

Autor: Jessica Spotswood
Tradutor: Ana Ban
Editora: Arqueiro
Série: Sim, livro 1 (série As Crônicas das Irmãs Bruxas)
Temas: Jovem-Adulto, Bruxas,
Antes do alvorecer do século XX, um trio de irmãs chegará a idade adulta, todas bruxas. Uma delas terá o dom da magia mental e será a bruxa mais poderosa a nascer em muitos séculos: ela terá poder suficiente para mudar o rumo da história, para suscitar o ressurgimento do poder das bruxas ou um segundo Terror. Quando Cate descobre esta profecia no diário de sua mãe, morta há poucos anos, entende que precisa repensar seus planos. Qual será a melhor opção: servir a Irmandade, longe dos olhos vigilantes dos Irmãos Caçadores de Bruxas, aceitar uma proposta de casamento que lhe garanta proteção e segurança ou abandonar tudo e viver um grande amor proibido?
>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Nossa mãe também era bruxa, mas ela sabia esconder melhor do que eu.”

RESENHA<<<
Oie gente!
Pela primeira vez no blog temos uma resenha dupla, eu e o Robs do Perdido em Palavras vamos falar de ENFEITIÇADAS, espero que vocês curtam a resenha, mesmo a gente não curtindo muito o livro. Já que ele é convidado e um rapaz, as observações dele estão em preto e as minhas em azul.....rs

Coitada das bruxas, elas não tem dado tanta sorte assim, ultimamente todos os livros de Bruxas que eu pego ou a personagem é chata, ou a história é chata, ou é tudo junto e misturado que no final fica ruim, e aqui não foi diferente... eu e o Robson do Perdido em Palavras lemos em conjunto e achamos que as bruxas merecem mais...

Pois é, concordo com tudo que a Andy disse. O livro nos promete uma aventura repleta de magia, mistério e uma provável guerra entre a sociedade e as bruxas, mas ao contrário disso, li apenas incontáveis mimimis da personagem principal e seu dilema para arrumar um casamento e proteger suas irmãs.

O plot era bacana, mas colocar três protagonistas boas é difícil, quando a gente consegue uma já devemos dar graças a Deus, e aqui a protagonista é a Cate, ela tadinha, precisava mesmo era de um homem, nossa, que guria amargurada com a vida e que irritava as irmãs, tudo não pode, tudo ela grita, ela simplesmente não cativa. Suas irmãs – Maura e Tess, vão quase pelo menos ritmo, acho que das três só salvamos mesmo a Tess, ela é aquela que é observadora e apesar de ser a mais nova, era a mais sensata delas. Porque ela não foi a protagonista? Por quê?


As personagens do livro não ajudam em nada, exceto em alguns momentos de glória em que elas começam a caminhar e a questionar tudo aquilo a sua volta. Mas isso não dura muito, da mesma maneira rápida que a autora desperta esses lampejos nas personagens, ela desanda tornando tudo monótono e irritante. Assim como a Andy, as duas irmãs mais velhas não me agradaram em nada, creio que se Tess fosse a protagonista, as coisas fluiriam melhor.

A autora deu uma vacilada com a questão de localização de datas, aliás no inicio do livro a gente não sabe exatamente em que ano estamos, a autora não comenta e fica com a fala de Nova Londres para lá e para cá... teve momentos que pensei que poderia ser distopia, afinal essa coisa de Nova na frente sempre remete à isso, mas com bruxas e as vestimentas, entendi que era no passado, mas o jeito que a autora falou de outros países como Dubai e outros destinos exóticos, até porque sabemos que no lado Oriental do mundo as mulheres são desvalorizadas e não podem muitas coisas, e a autora colocou como se elas pudessem tudo. Aceitaria se fosse no futuro, mas no passado ficou forçado...

Exatamente!! Essa coisa de ser um “romance histórico” não funcionou, pois a autora cria um governo opressor, com inúmeras características distópicas e acaba se perdendo nessa coisa de tempo. Ela se contradiz com os padrões da época, incluindo coisas que só vieram acontecer recentemente.

A história tem uma narrativa que se arrasta, o enredo não flui, é como se você lesse, lesse e não saísse do lugar, é muito blábláblá por parte da protagonista e um detalhe mega feio, como a narrativa é em primeira pessoa, a gente só ‘enxerga’ pelos olhos da protagonista e a mesma não conta nada das coisas, ela cita nomes de outras meninas que são jogados, só depois de algum tempo que ela volta e diz que são primas, rivais ou afins... falar nome de personagem só por falar não nos ajuda em nada para entender a história.

A autora dá voltas e mais voltas em sua narrativa, enchendo páginas e mais páginas com coisas desnecessárias e que não acrescentam nada à história. Em raros momentos a autora se liga ao real foco da história e nos dá algumas poucas informações sobre o que está acontecendo, como as coisas vão ser e qual o grande mistério que envolve as três irmãs. A autora diz ter escrito um livro de bruxas, mas a magia raramente nos dá o ar da graça, na maior parte do tempo só existe a questão da tal cerimonia de intenção e a proteção das irmãs.

O clima vem mais do mesmo o livro inteiro, o único capitulo que temos um giro é o 10, lá temos algumas revelações mega importantes e diferentes, inclusive eu pensei que depois desse capítulo pudesse ter um novo rumo, mas nada... voltou a ser a mesma coisa, a mesma coisa chata e arrastada.



Como eu já havia dito, a autora lança alguns lampejos de esperança de que a história irá começar a fluir, mas isso não dura muito tempo. No capítulo 10 (o mais interessante) temos bastante revelações e coisas que realmente importam para a história. 5 capítulos antes de terminar o livro a autora começa a lançar informações e mais informações sobre o enredo, tornando tudo muito óbvio, mas creio que isso tenha dado um up no livro.

O gancho para o segundo livro foi bem esperado, depois do capítulo 10 (a revelação) e com a tal profecia a gente começa a entender que realmente as irmãs da profecia são as três e até sabemos quem vai brigar com quem.

O cliffhanger deixado pela autora é muito bom, apesar de deixar tudo muito óbvio sobre o segundo livro. Como disse acima, ela começa a jogar tudo em nossa cara, mas de uma maneira que deixa as coisas bem claras. Eu definitivamente esperava muito desse livro, mas acabei me decepcionando bastante com ele.

Uma pena o livro ter perdido o seu potencial, como dito antes, ele tinha um ótimo plot, tudo para ser ‘O’ livro de bruxas, mas muitos erros e o pior, uma narrativa fraca e arrastada não ajuda muito. Pensando seriamente se lerei o livro 2, vou ver o que acontece para decidir.


Os livros sobre bruxas estão em falta no mercado editorial, são poucos publicados e raros os realmente bons. Esse é mais um, onde a autora tinha uma premissa ótima em mãos, mas acabou desenvolvendo-a de forma muito errada, através de uma narrativa seca e mecânica, impossibilitando a conexão leitor/personagem. Que fique claro aqui que sou um amante incondicional de bruxas e com certeza lerei Amaldiçoadas apenas por isso. 

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