POISON BOOKS - A Ilha dos Dissidentes (Barbara Morais)

Em 24 janeiro 2014
Autor: Barbara Morais
Tradutor: --
Editora: Gutenberg
Série: Sim, livro 1 (série Anômalos)
Temas: Jovem-Adulto, Distopia, Lit. Nacional
SINOPSE - SER LEVADA PARA uma cidade especial não estava nos planos de Sybil. Tudo o que ela mais queria era sair de Kali, zona paupérrima da guerra entre a União e o Império do Sol, e não precisar entrar para o exército. Mas ela nunca imaginou que pudesse ser um dos anômalos, um grupo especial de pessoas com mutações genéticas que os fazia ter habilidades sobre-humanas inacreditáveis. Como única sobrevivente de um naufrágio, ela agora irá se juntar a uma família adotiva na maior cidade de mutantes do continente e precisará se adaptar a uma nova realidade. E logo aprenderá que ser diferente pode ser ainda mais difícil que viver em um mundo em guerra.

>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“O tempo se arrasta quando se espera.”


RESENHA<<<
Mais uma distopia na área, não é meu gênero favorito, mas sempre tento dar uma chance, já descobri algumas que valeram a leitura.

Em ‘A Ilha’ seguiu o esquema das distopias que já falei para vocês em outras séries (clique aqui para conhecer a ideia geral) e de modo geral até curti a ideia da autora e algumas referências, o único problema é que a história demora muito a engrenar, até praticamente a metade do livro, tem muita divagação e blábláblá que não é tão explicado assim e depois da metade a coisa anda e as explicações vêm atropeladas, mas pelo menos a gente fica sabendo de muitas coisas a respeito do que aconteceu com o ‘planeta’ e com determinados personagens.

Sybil é uma personagem meio termo, teve horas que foi muito intrigante e outras que ficou a desejar, mas o que me chamou atenção foi o comportamento da menina que vem de uma zona de guerra, onde lutava para sobreviver e se adapta bem demais, sem pânico ou crises por estar em um novo lugar.

Eu curti a ideia da autora de pegar coisas da mitologia e do nosso mundo, como o navio que traz Sybil do canto refugiado se chamar Titanic III e que afundou (como seus antecessores), são pequenas deixas que aqui e ali chamaram atenção e tem um toque especial. São pequenas ‘graças’ ao longo da história, acho que foi o modo da autora dizer que nada se cria e algumas coisas se repetem, porque é assim desde que o mundo é mundo.

Todo mundo fez uma grande comparação com X-Men, claro que vi alguns detalhes (aquela fase antiga do desenho, que passava nas manhãs na extinta TV Globinho, o traço antigo, americano, não o ‘mangá’), mas não me veio logo à cabeça isso de cara não, apesar da explicação para este fato [a questão dos poderes] ser clean, entendi o conceito de evolução genética (alô Darwin) e aceitei de boa essa coisa de superpoder, dentro do contexto funcionou normal para mim.

O que não funcionou muito foi a parte onde o livro ganha o nome, existe uma Ilha dos Dissidentes, ali foi um pouco mirabolante, pessoas que nunca foram em missões se saem super bem e ainda trazem todos os detalhes das expedições, além de algumas surpresas, esse é outro ponto corrido e é onde tem o gancho para o segundo livro, que por ser trilogia e distopia, foi mais do que esperado, diria até que foi bem previsível, algumas deixas aparecem ao longo do livro. Então, vamos torcer para o segundo livro fugir da ideia geral e nos surpreender.

>>>Nas redes sociais há mais venenos <<<