POISON BOOKS - O Olho do Mundo (Robert Jordan)

Autor: Robert Jordan
Tradutor: Fábio Fernandes
Editora: Intrínseca
Publicação: 2013
Páginas: 798
Capítulos: 53
Série: Sim, livro 1 (série A Roda do Tempo)
Temas: Adulto, Fantasia, Aventura,
SINOPSE Um dia houve uma guerra tão definitiva que rompeu o mundo, e no girar da Roda do Tempo o que ficou na memória dos homens virou esteio das lendas. Como a que diz que, quando as forças tenebrosas se reerguerem, o poder de combatê-las renascerá em um único homem, o Dragão, que trará de volta a guerra e, de novo, tudo se fragmentará.
Nesse cenário em que trevas e redenção são igualmente temidas, vive Rand al'Thor, um jovem de uma vila pacata na região dos Dois Rios. É a época dos festejos de final de inverno - o mais rigoroso das últimas décadas -, e mesmo na agitação que antecipa o festival, chama a atenção a chegada de uma misteriosa forasteira.
Quando a vila é invadida por Trollocs, bestas que para a maioria dos homens pertenciam apenas ao universo das lendas, a mulher não só ajuda Rand e seus amigos a escapar dali, como os apresenta àquela que será a maior de todas as jornadas. A desconhecida é uma Aes Sedai, artífice do poder que move a Roda do Tempo, e acredita que Rand seja o profético Dragão Renascido, aquele que poderá salvar ou destruir o mundo.


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PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“O palácio ainda estremecia de quando em quando, e a terra ressoava com a lembrança, gemendo como se quisesse negar o que havia acontecido.”

RESENHA<<<
Livros de fantasia quase parecem ser algo 8 ou 80, ou você gosta ou não suporta, e isso se deve ao fato de por eles serem um mundo novo e diferente, tendem a ser muito descritivos, em alguns casos isso é quase um exagero.

Em ‘O Olho do Mundo’ não foi diferente, a narrativa do autor é muito interessante, o mundo criado por ele às vezes lembra um pouco o que Tolkien já tinha falado no seu belo e aclamado Senhor dos Anéis, mas em alguns momentos eu fiquei me perguntando o porquê de tantos detalhes.

A história é longa, a série tem para mais de 15 livros (podemos morrer e nem chegar a ler tudo...rs) e nesse livro tem uma espécie de começo – meio – fim, falo isso que por ser uma série longa muita gente pode achar que tem milhares de perguntas mas em nenhum momento tem as respostas. Mas lembrando de que tem sim algumas (muitas) perguntas em aberto e óbvio que as mesmas só irão começar a ser respondidas nos próximos volumes.

Voltando ao descritivo, tinha horas que vali a pena porque era necessário, mas em outros momentos achei que era um pouco como ‘encher linguiça’ e isso nos rendeu 800 páginas, não acho que iria diminuir drasticamente, mas pelo menos umas 100/150 poderiam. Até por que em algumas situações a gente acompanha os personagens separados e se eles passam pelo mesmo lugar ou se eles estão em algum canto, mas eles nem sempre estão juntos, às vezes a gente fica com a sensação de que o mesmo lugar está sendo descrito algumas vezes em excesso.

Os personagens são muitos e os inimigos também, principalmente porque eles são conhecidos por muitos nomes, aí até a gente se acostumar com quem é quem ou que aquele nome também é o mesmo nome do personagem X, a gente meio que se enrola. Por isso a minha dica de leitura para esse livro é: leia pelo menos um capítulo por dia ou você vai esquecer as coisas. Até a história engrenar na sua cabeça, parece que a gente lê, mas nunca sai do lugar.

Eu curti a maioria dos personagens, mas sempre tem um chato de galocha e esse papel foi o do Mat, que acara mala e quanto pessimismo numa só pessoa, se eu fizesse algum tipo de jornada com ele, acho que ou eu iria mata-lo ou eu não faria mais parte de nada com ele. Não sei como o povo aguentou...rs

Tem um romance discretinho. Afinal o mundo está passando por um grande momento ruim, onde o Mal (sim, com letra maiúscula) está se levantando e é preciso unir forças antes que isso aconteça e piore tudo. Tem uns flertes e algumas palavras nesse sentido, mas nada além. O foco nesse livro (e acredito que na série toda) não é o romance entre os personagens.

Claro que enquanto eu lia não poderia deixar de fazer algumas comparações com Senhor dos Anéis, acredito que a ideia geral em si é parecida, mas ele não é exatamente igual. Enquanto em SdA, eles tem um objetivo muito claro desde o primeiro livro e aí vão narrando o que acontece até chegar lá, em OdM, a gente não sabe exatamente o que é mais importante. Porque quando as coisas vão acontecendo tudo parece mudar. Por isso que disse que tem uma espécie de final, eles encontram um dos muitos objetivos.

De modo geral me surpreendi muito com a série. Tem tudo e mais um pouco e apesar de alguns problemas, a medida que você engrena na leitura você acaba querendo descobrir mais e mais do que está acontecendo e isso nos faz encarar as 800 páginas e descobrir o que vem pela frente.

Espero que a editora lance pelo menos 1 por semestre (ou uns 3 por ano), sei que pela quantidade de páginas acaba saindo um livro um pouco mais caro, mas pela série ser muito longa, se demorar muito entre um livro e outro, além da gente perder o interesse vai acontecer uma coisa que todo mundo já sabe – iremos esquecer as coisas importantes dos livros anteriores.

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