POISON BOOKS - Na Ilha (Tracey Garvis Graves)

Em 28 outubro 2013
Autor: Tracey Garvis Graves
Tradutor: Maria Carmelita Dias
Editora: Intrínseca
Publicação: 2013
Páginas: 288
Capítulos: 68
Série: Não
Temas: Romance, Comportamento, Relacionamento, Adulto, Sobrevivência

SINOPSE  Anna Emerson é uma professora de inglês de 30 anos desesperada por aventura. Cansada do inverno rigoroso deChicago e de seu relacionamento que não evolui, ela agarra a oportunidade de passar o verão em uma ilha tropical dando aulas particulares para um adolescente. T.J. Callahan não quer ir a lugar algum. Aos 16 anos e com um câncer em remissão, tudo o que ele quer é uma vida normal de novo. Mas seus pais insistem em que ele passe o verão nas Maldivas colocando em dia as aulas que perdeu na escola. Anna e T.J. embarcam rumo à casa de veraneio dos Callahan e, enquanto sobrevoam as 1.200 ilhas das Maldivas, o impensável acontece. O avião cai nas águas infestadas de tubarão do arquipélago. Eles conseguem chegar a uma praia, mas logo descobrem que estão presos em uma ilha desabitada. De início, tudo o que importa é sobreviver. Mas, à medida que os dias se tornam semanas, e então meses, Anna começa a se perguntar se seu maior desafio não será ter de conviver com um garoto que aos poucos torna-se homem.



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PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Eu tinha trinta anos quando o hidroavião no qual T.J. Callahan e eu estávamos viajando caiu no oceano Índico.”

RESENHA<<<
Sabe aquele romance bonitinho? Simples, rápido de ler e sem muitas coisas mirabolantes? Podemos dizer que Na Ilha é assim, a escrita é simples e clean, nada de enfeitar o pavão ou fazer coisas mirabolantes [autores adoram criar umas coisas desnecessárias em romances], mas no final você termina de ler e fica com um sorriso bobo no rosto e a sensação de que leu algo bacana teve uma história bacana para pensar na vida.

A resposta e o enredo são coisas clichês e logo no início você mata de cara o que vai acontece, em alguns momentos você acaba sendo surpreendidos, mas como não teremos nada mirabolante com o casal, tem alguns momentos que achamos que a coisa vai ser sempre morna.

Mas o foco do livro não é o romance em si, e sim a questão da sobrevivência, viver em ilha deserta, longe de tudo e todos, com aquela sensação de impotência e achando que Deus esqueceu de você. Mas vai vivendo um dia de cada vez e tentando dar força à outra pessoa que está passando a mesma coisa.

Eu sempre falo que livros de distopia ou ação faltam isso - essa busca pela sobrevivência - e aqui a gente vê de sobra, as desilusões e desejos, anseios. A cumplicidade que rola entre eles. É disso que falo, o ser humano tenta seguir em frente mesmo nas adversidades.

Após o resgate, sim eles são resgatados e a forma como isso é feita é linda e surpreendente. Eles ainda precisam lidar com o mundo real e é mais uma superação. É para termos aquele pensamento de que a vida nunca deve deixar de ser vivida, que as coisas vão melhorar.

A lição de vida que Na Ilha traz é o maior ganho. Pode ser uma história simples e rápida de ler (li em apenas uma noite), mas eu terminei o livro com o coração cheio de sentimentos bons e a certeza que todo mundo tem um lugar ao sol.

Não sei se vai virar filme, mas é daqueles livros que acredito que se fossem para telona a gente morreria um pouquinho a cada cena, porque fiquei imaginando todas aquelas sensações e tensões sendo retratadas 'ao vivo' e imagino o coração se despedaçando...

PS: Eu não sei se é ou não uma série, pois no GR tem um conto, mas, não tem nada falando de livro 2. Caso seja uma série, depois irei atualizar. Mas não vejo porque ser uma série. Temos começo, meio e fim.

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