POISON BOOKS - Sal (Leticia Wierzchowski)

Autor: Leticia Wierzchowski
Tradutor: --
Editora: Intrínseca
Publicação: 2013
Páginas: 239
Capítulos: --
Série: Não
Temas: Adulto, Romance, Lit. Nacional
SINOPSE Um farol enlouquecido deixa desamparados os homens do mar que circulam em torno da pequena e isolada ilha de La Duiva. Sob sua luz vacilante, a matriarca da família Godoy reconstitui as cicatrizes do passado. Em sua interminável tapeçaria, Cecília entrelaça as sinas de Ivan, seu marido, e de seus filhos ausentes, elegendo uma cor para cada um. Com uma linguagem poética, a premiada escritora gaúcha Leticia Wierzchowski, autora de A casa das sete mulheres, dá voz e vida a cada um dos integrantes da família Godoy, criando uma história delicada e surpreendente, enriquecida por múltiplos e divergentes pontos de vista.


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PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“O farol andava louco desse que Ivan morrera.”

RESENHA<<<
Uma capa bonita, uma sinopse interessante e muita propaganda da editora, tinha tudo para ser uma ótima história, ou pelo menos daquelas que te prendem, mas ‘Sal’ não foi para mim. Uma pena, porque ao chegar ao limite de 90 páginas consegui identificar que o livro seria lindo e mega interessante se fosse televisionado, mas como leitura não funcionou.

Meu limite foi a página 90 e para quem já deu uma espiada no livro sabe que o mesmo possui capítulos curtos, mas ele tem algo que é uma faca de dois gumes – muitos personagens, por um lado faz a história ficar dinâmica, mas por outro, como nesse caso, a fez ficar chata e arrastada. Ver a visão de 1000000 de personagens e ficar tentando identificar quem é quem pela cor e às vezes memória precisa de uma baita concentração.

O livro narra a história de uma família, uma família que tem uma sina. Mas uma das filhas gosta de brincar com as palavras e no meio do real, há essa história inventada por ela. Da sua família, mas como se ela fizesse um ‘upgrade’, ou seja, criasse coisas, esquecesse algumas e modificasse outras.

Não senti empatia por nenhum dos personagens, fossem eles quando eram reais ou os inventados. Eu lia mas não conseguia sentir a emoção que a autora quis passar ao escrever, ela tem uma maneira interessante de escrever, mas ela quer florear demais e aí eu me senti arrastada em sua história ao invés de vibrar por cada página e cada momento de reviravolta.

Analisando friamente o que nos é apresentado em ‘Sal’, acredito que se um dia o livro virar uma série (a autora escreveu ‘a casa das sete mulheres’, que virou minissérie e bombou), as pessoas vão querer ver e se grudar. Sinto que ela escreveu com esse intuito e por esse motivo apesar de a história ter um enredo interessante, a escrita se arrasta e a gente não consegue se concentrar, mesmo com capítulos curtos (algumas vezes possuem apenas 2 folhas).

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