POISON BOOKS - Reiniciados (Teri Terry)

Autor: Teri Terry
Tradutor: Flávia Côrtes
Editora: Farol Literário
Publicação: 2013
Páginas: 430
Capítulos: 51
Série: Sim, livro 1 (série )
Temas: Jovem-Adulto, Distopia
SINOPSE As lembranças de Kyla foram apagadas, sua personalidade foi varrida e suas memórias estão perdidas para sempre. Ela foi reiniciada. Kyla pode ter sido uma criminosa e está ganhando uma segunda chance, só que agora ela terá que obedecer as regras. Mas ecos do passado sussurram em sua mente. Alguém está mentindo para ela, e nada é o que parece ser. Em quem Kyla poderá confiar em sua busca pela verdade?


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PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Estranho.”

RESENHA<<<
Mais uma distopia na área (os fãs do gênero podem comemorar porque eu acho que já li todos os tipos de distopia disponíveis). E a premissa de Reiniciados até agora foi a que mais fugiu do mais do mesmo que ando lendo/vendo por aí.

A ideia de um futuro distante você ganhar uma segunda chance sendo reiniciado parece interessante, afinal você poderia apagar os momentos ruins daquela pessoa e dar uma nova chance, uma nova vida e ela não ia se lembrar de nada. Claro que isso gera certa segregação, afinal você ia acabar marcado. Porque se você foi marcado significa que não fez coisas boas, caso contrário não ganharia uma pulseira e começar tudo do zero.

No livro acompanhamos Kyla depois de uma reiniciação, ela não se lembra de nada, nem mesmo as coisas básicas, teve de aprender do zero a andar, comer, mexer os braços e etc e depois que ela passou um tempo se ajustando, ela sai para conhecer sua nova família e aí que as coisas saem um pouco da distopia para uma quedinha no suspense.

Eu gostei da ideia da reiniciação, mas senti falta de uma melhor explicação dos motivos que levaram à isso no passado. Existem alguns momentos que os personagens comentam sobre o passado e porque da implantação desse sistema, mas é algo bem raso, a autora poderia ter explorado mais isso. Pois é o grande diferencial dessa série.

A Kyla é uma boa personagem, ela luta, tem garra e quer saber por que foi reiniciada. Ela não aceita as coisas do jeito que são. Claro que temos alguns mimimis (que livro não tem?), mas a personagem conseguiu superar isso e acabou se transformando em alguém mais interessante do que a premissa. Principalmente quando ela começa a suas ‘investigações’.

O excesso foi o jeito arrastado que a autora levou sua história, faltou um dinamismo, algo mais rápido e ágil, ela repete muitas vezes os problemas e medos da Kyla e não evolui em outros pontos.

Mas para quem os curtem finais com reviravoltas ou que nos surpreendam no final, foi que uma das pesquisas da menina é a descoberta que nem sempre as pessoas reiniciadas o foram devido ao mau comportamento e isso vai ser um ótimo gancho para o livro dois, pois com essa descoberta a autora conseguiu possibilidades de explorar mais pontos do que simplesmente a reinicialização, agora ela precisa se focar também no porque delas acontecerem.

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