POISON BOOKS - O Pessegueiro (Sarah Addison Allen)

Em 22 julho 2013
Autor: Sarah Addison Allen
Tradutor: Alice Klesck
Editora: Planeta
Publicação: 2013
Páginas: 247
Capítulos: 19
Série: Não
Temas: Adulto, Romance, Mistério
SINOPSE Willa Jackson vem de uma antiga família que ficou arruinada gerações antes. A mansão Blue Ridge Madam, construída pelo bisavô de Willa durante a época área de Walls of Water, e outrora a mais grandiosa casa da cidade, foi durante anos um monumento solitário à infelicidade e ao escândalo. Mas Willa soube há pouco que uma antiga colega de escola – a elegante Paxton Osgood – da abastada família Osgood, restaurou a Blue Ridge Madam e a devolveu à sua antiga glória, tencionando transformá-la numa elegante pousada. Talvez, por fim, o passado possa ser deixado para trás enquanto algo novo e maravilhoso se ergue das suas cinzas. Mas o que se ergue, afinal, é um esqueleto, encontrado sob o solitário pessegueiro da propriedade, que com certeza irá fazer surgir coisas terríveis. Pois os ossos, pertencentes ao carismático vendedor ambulante Tucker Devlin, que exerceu os seus encantos sombrios em Walls of Water setenta e cinco anos antes, não são tudo o que está escondido longe da vista e do coração. Surgem igualmente segredos há muito guardados, aparentemente anunciados por uma súbita onda de estranhos acontecimentos em toda a cidade.


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PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“No dia em que Paxton Osgood foi ao correio levar a caixa de forro laminado com os envelopes que ela tinha mandado um calígrafo profissional endereçar, começou a chover tanto que o ar ficou branco como algodão alvejado.”

RESENHA<<<
‘O Pessegueiro’ foi meio que um balde de água fria. Li por alto várias coisas maravilhosas e cotações 5 estrelas, estava com pé atrás, mas os elogios eram coisas tão lindas que eu comecei a ficar animada para ler e me maravilhar também...só que não.

A sinopse fala de festa e bailes, e principalmente um segredo. E esses dois itens foram bem fraquinhos. As personagens principais – Willa e Paxton – esqueceram de sair do 2º grau, literalmente. A autora trouxe comportamentos e mimimis que eu até aceito em adolescente (mentira, não aceito não), mas em mulheres de 30 anos, afff, ficou difícil de encarar. Na verdade além delas duas, tivemos alguns outros personagens que falavam tanto da época da escola que mais um momento ia tudo ser uma grande festa de reencontro de turma (tipo, 10 anos de formado da turma do ano X).

O segredo, a autora infelizmente perdeu um senhor filão... o melhor do livro estava ali, o creme de la creme e simplesmente ela nos jogou o final, ela nos conta o que aconteceu, em uns 2 capítulos. Se ela ia fazer mistério para depois simplesmente ‘jogar a verdade’ na nossa cara, porque o personagem não poderia ter escrito uma carta e alguém achar? Era bem mais interessante.

O nome do livro tem a ver com o tal segredo (sorry, não vou contar porque é spoiler e dos grandes), mas esse segredo que está no passado das famílias de Willa e Paxton que foi interessante e realmente trazia uma áurea de mistério acabou sendo sufocado por duas protagonistas agindo como se fossem adolescentes. Principalmente Paxton, tinha horas que queria entrar, dar umas duas sacudidas e sair, de repente a história fluía.

A autora escreve de uma forma limpa e simples, ela não enrola muito ou descreve detalhadamente, acho que se ela focasse mais na parte do romance e menos nos mistérios talvez se saísse melhor, mas desse jeito ficou em cima do muro e para mim acabou não fazendo bem nem o romance, achei chato e raso. E nem o mistério.

Quanto aos personagens masculinos, eu até consegui encarar. Não morri de amores por nenhum dos dois, mas não me irritaram tanto como as meninas, mas se tivesse de escolher um deles, eu diria que Sebastian é o personagem mais coerente da história. Divaga quando precisa, mas sabe que agora tem 30 anos e não mais 15, ideias, obrigações e situações mudaram e ele tentou entender e se adaptar, não posso dizer isso dos outros.

“- Toda vida precisa de um pouquinho de espaço. Isso deixa lugar para as coisas boas entrarem.”

“- Nada é perfeito, jamais. Não importa quanto você deseje isso.”


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