POISON BOOKS - O Palácio da Meia-Noite (Carlos Ruiz Zafón)

Em 17 julho 2013
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Tradutor: Eliana Aguiar
Editora: Suma de Letras
Publicação: 2013
Páginas: 271
Capítulos: --
Série: Sim, livro 2 (série Névoa)
Temas: Infanto-Juvenil, Aventura, Mistério
SINOPSE Ben e Sheere são irmãos gêmeos cujos caminhos se separaram logo após o nascimento: ele passou a infância num orfanato, enquanto ela seguiu uma vida errante junto à avó, Aryami Bosé. Os dois se reencontram quando estão prestes a completar 16 anos. Junto com o grupo Chowbar Society, formado por Ben e outros seis órfãos e que se reúnem no Palácio da Meia-Noite, Ben e Sheere embarcam numa arriscada investigação para solucionar o mistério de sua trágica história. Uma idosa lhes fala do passado: um terrível acidente numa estação ferroviária, um pássaro de fogo e a maldição que ameaça destruí-los. Os meninos acabam chegando até as ruínas da velha estação ferroviária de Jheeter’s Gate, onde enfrentam o temível pássaro. Cada um deles será marcado pela maior aventura de sua vida. Publicado originalmente em 1994, O Palácio da Meia-Noite – segundo romance do fenômeno espanhol Carlos Ruiz Zafón – traz uma narrativa repleta de fantasia e mistério sobre coragem e amizade. 


>>> OUTROS LINKS <<<

PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Pouco depois da meia-noite, uma barca emergiu da neblina noturna que flutuava sobre a superfície do rio Hooghly como o cheiro fétido de uma maldição.”

RESENHA<<<
Mais um livro do Zafón, e esse faz parte (mas não faz) de uma série, para conhecer o anterior e como foi minha reação com o livro, clique:

Eu disse que faz parte, mas não faz por isso simples motivo, neste livro mudamos de data, país e até o vilão (eu achei que o vilão ‘ligava’ os livros formando assim uma série, mas não foi bem assim que a história se desenvolveu).

Não consegui amar e me manter tão interessada quanto no livro anterior. E olha que as informações e a cultura desse são bem mais abrangentes, além de sair do lugar-comum que é todas as coisas se passarem nos EUA. Acredito que o outro nos deixou mais envolvidos com o mistério e o porquê das coisas, neste de modo geral o final foi meio jogado.

O livro é contado como se tivesse acontecido há muito tempo atrás, um dos meninos que vivem no orfanato e estão prestes a sair – eles estão na faixa de 16 anos – conta como ele e seus amigos se envolveram e descobriram um grande mistério e como esse fato mudou a vida deles.

A carga emocional e a ideia geral do livro é muito boa, aliás, o autor consegue essa proeza de mesmo que uma história que não te desperte tanta atenção, você acaba ficando curioso para saber como vai terminar e segue com ela, talvez não na mesma velocidade que uma que você amou, mas quer saber de tudo e eu me senti assim, queria saber das coisas, mas senti a todo momento que faltava um algo a mais, um ‘plus’ que teve no outro livro e não aqui. Imagino que seja algo a ver com o enredo em si, o outro me fez querer entender e sacar o mistério, neste ele ficou meio a desejar.

O mistério do livro leva bastante tempo para se desenrolar e até mesmo criar em nós um certo temor, ou curiosidade. Sentia que estava sendo enrolada, só falavam, falavam, mas não via nada. E isso veio quase até o fim, talvez quando faltaram umas 75 páginas, a gente recebe meio que de mão beijada o verdadeiro motivo de tudo isso e nesse finalzinho que há uma grande reviravolta.

Acredito que pelo livro ter começo, meio e fim, podemos pular este se quisermos e partir para o seguinte, ou caso você queira conhecer um pouco mais do autor, dê uma chance, mas já aviso que se você amou muito o anterior, esse aqui pode estar abaixo dos padrões. Não sei se no próximo livro teremos o mesmo vilão do primeiro – lá ele é atemporal, mas aqui ele não é o mesmo elemento, nem curti muito, sendo bem sincera.

“A matemática é a religião de quem tem cérebro. É por isso que tem tão poucos adeptos.”

Quer saber dos venenos do blog? Acompanhe as redes sociais<<<