POISON BOOKS - Liberta-Me (Tahereh Mafi)

Em 14 junho 2013
Autor: Tahereh Mafi
Tradutor: Bárbara Menezes
Editora: Novo Conceito
Publicação: 2013
Páginas: 444
Capítulos: 73
Série: Sim, livro 2 (série Estilhaça-Me)
Temas: Jovem-Adulto, Distopia
SINOPSE Liberta-me é o segundo livro da trilogia de Tahereh Mafi. Se no primeiro, Estilhaça-me, importava garantir a sobrevivência e fugir das atrocidades do Restabelecimento, em Liberta-me é possível sentir toda a sensibilidade e tristeza que emanam do coração da heroína, Juliette. Abandonada à própria sorte, impossibilitada de tocar qualquer ser humano, Juliette vai procurar entender os movimentos de seu coração, a maneira como seus sentimentos se confundem e até onde ela pode realmente ir para ter o controle de sua própria vida. Uma metáfora para a vida de jovens de todas as idades que também enfrentam uma espécie de distopia moderna, em que dúvidas e medos caminham lado a lado com a esperança, o desejo e o amor. A bela escrita de Tahereh Mafi está de volta ainda mais vigorosa e extasiante.


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PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“O mundo pode estar ensolarado hoje.”

RESENHA<<<
Continuação de Estilhaça-Me, para conhecer o início da história, clique aqui.

Por eu não contar spoilers, talvez quem não tenha lido o anterior possa ficar sem entender algumas coisas, mas quem já leu Estilhaça-Me entenderá um pouquinho as minhas críticas. Não curti esse tanto quanto o anterior, o final de livro 1 foi bacana e tinha bastante gancho, mas infelizmente não senti que foi tão bem explorado quanto poderia ter sido.

Se no anterior eu não era muito fã do personagem Warner, depois de ler o conto ‘Destrua-Me’ e este livro, tenho de dizer que foi o personagem mais bem desenvolvido e trabalhado da autora, sério... ele é um meia-boca no anterior, mas aqui ele roubou as cenas, até mesmo quando não apareceu. Ele foi bem desenvolvido e entendemos muito mais do seu tormento, suas motivações e porque não dizer de seus sentimentos.

Claro que ainda temos muito pano para manga para ser desenvolvido, até porque tivemos algumas revelações interessantes e meio ousadas por parte da autora para esse personagem. Não costumo achar que autores tenham personagens favoritos, mas com certeza Warner é um querido dela, pois ele está anos-luz à frente dos outros. Não sei o que esperar para ele, não era alguém por quem torcia, mas depois de ler o livro, quero mais detalhes e informações....rs

Juliette me irritou profundamente, primeiramente pelo mimimi de sou triste e todos devem ficar com pena de mim, eu fico encolhida nos cantinhos e não estou fazendo para ninguém. Até quando teremos mocinhos assim? Pelo amor, né? Século XXI, baby chega de garotas indefesas e que não fazem nada para ninguém. Gente, ela tem um poder incrível e foi muito mal explorado nesse segundo livro, uma pena porque ainda acho a personagem bombástica (ia colocar um palavrão, mas ia ficar feio) e nada dela evoluir.

Outra coisa que me irritou foi a já batida formula do triangulo amoroso, eu sei que tem um monte de gente que torcia para esse suposto casal, mas NÃO TEM NADA A VER esses faniquitos que ela teve, esses mini sonhos eróticos, essa forçada de barra para um triangulo não ficou boa e eu odiei, não sou a favor do casal e também não acho que triângulos sejam a solução.

E claro que não posso deixar de falar do Adam (mala sem alça), sério ele era outro no livro anterior e aqui está fazendo a linha namorado grudento. Se eu tivesse o poder de Juju, já teria matado o caro, porque nada mais chato nessa vida que gente grude. Ele só faz figuração, e quando não faz é para ser mala. A autora podia ter o feito ir ali à esquina e só voltava no próximo livro.

Para terminar tem dois personagens interessantes, não ganharam tanto destaque, mas no meio de tantos ruins, qualquer um melhorzinho já é uma luz – Kenji e Castle, Kenji é quem dá o sacode em Juliette para ela deixar de mimimi, ele tem ótimas sacadas. É do tipo de personagem que esculacha com classe. Ele é o lado cômico do livro. E Castle está mais para cientista louco do que alguém que realmente quer fazer o bem, ainda não sei exatamente qual o papel dele na história toda, essa mania louca de querer descobrir o que as pessoas são ou seus poderes vai render algo esquisito para o próximo livro.

Espero que o 3 seja bom e feche a série bem, que a autora volte à sua ideia original que foi a essência do livro 1. E claro, fale mais de distopia...rs (mas isso já é um ponto batido aqui no blog).

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