POISON MOVIES - Somos Tão Jovens

Em 23 maio 2013
Título no Brasil: Somos Tão Jovens
Título Original:  --
 País de Origem:  Brasil
Gênero: Drama, Biografia
Ano de Lançamento:  2013
Duração: 104 mim
Estréia no Brasil: 03/05/2013
Estúdio/Distrib.:  Imagem Filmes, Fox Film do Brasil
Direção:  Antonio Carlos Fontoura

SINOPSE: 
Cinebiografia do músico Renato Russo (Thiago Mendonça), vocalista e líder da banda Legião Urbana. A juventude de Renato Manfredini Júnior (período no qual ele compôs hits como Geração Coca-Cola e Que País é Este?), o sofrimento por conta de uma doença óssea rara, a epifisiólise, a formação da banda em Brasília, os primeiros shows e os sucessos lançados.



>>> OUTROS LINKS <<<

RESENHA <<<
Falar desse filme vai ser difícil, não por ser algo sensacional, mas junto com ele mil ideias e pensamentos vêm à tona. Eu curto bastante a Legião Urbana e não apenas ela, mas de certa forma o rock brasileiro que surgiu na década de 80, principalmente as bandas de Brasília.

Achei que eles fossem se focar na vida do Renato Russo como foi em Cazuza, mas não, o filme mostra quando o mesmo começa seus momentos rebeldia, querer mudar o país, fazer um som punk até o primeiro grande show da banda em 1985 aqui no Rio no Circo Voador.

Parece até um musical, cantei várias músicas (praticamente todas), foi bacana eles criarem personagens e momentos para cada uma delas na história, mostrando o que talvez tivesse sido o estopim para ela. O momento ou algo falado, as revoltas e tudo mais.

Uma pena que eles não focaram um pouco mais no momento triste do país – a ditadura – que acontecia nesse momento, uma das cenas onde podemos ver isso mais forte é quando eles tocam em uma cidade mineira com vários militares assistindo a música que tem quase 30 anos e parece que nunca muda – Que país é esse?

O filme foi focado no Renato, mas aparece também Dinho, Hebert, os irmãos Lemos, a Plebe Rude, enfim ficaria aqui falando e falando sobre o filme e as bandas ad eternum, mas também mostrou os momentos de loucura, de deixar as pessoas na mão, nem tudo era um mar de rosas.

O filme é bom, mas ele é algo mas para ser cantado, sabe quando a gente assiste ao um vídeo antigo com os amigos onde a gente ri de alguns momentos, fala a frase de outros, zoa e tudo mais? Mas fica aquele gostinho de saudade, de algo bom que ficou para trás? Me senti assim no filme.

Vale assistir, vale ver esse lado rebelde, e quem sabe a gente não desperte as pessoas para melhorar? Fazer uma revolução? Como diria o Renato sermos uma legião, mas uma legião que pode brigar pelas coisas, fazer a mudança. Não sou boa cantando, não sei escrever belas letras (sejam elas de rebeldia ou algo a mais), mas será que vale a pena só ser Geração Coca-Cola e aceitar tudo? Ou ainda há aquela luzinha do punk e da rebeldia? O filme passa um pouquinho disso também.

E deixo as duas músicas em um vídeo do Youtube – Que País é esse? E Geração Coca-Cola.




Quer saber dos venenos do blog? Acompanhe as redes sociais<<<