POISON BOOKS - A Torre Invisível (Nils Johnson-Shelton)

Em 05 abril 2013
Autor: Nils Johnson-Shelton
Tradutor: Rafael Spigel
Editora: Intrínseca
Publicação: 2013
Páginas: 254
Capítulos: 32
Série: Sim, livro 1 (série Crônicas do Outro Mundo)
Temas: Infanto-juvenil, Aventura, Mitos
SINOPSE No mundo que conhecemos, onde vive o garoto Artie Kingfisher, magos chamados Merlin, dragões que cospem fogo e espadas mágicas existem apenas em lendas e contos de fadas. Isso, porém, muda completamente no dia em que ele começa a receber, na vida real, mensagens saídas de seu jogo de video game favorito, chamado Outro Mundo.

Pistas misteriosas levam Artie até uma loja estranha, de nome estranho - A Torre Invisível -, onde ele descobre que nada em sua história é o que parece. O menino é nada mais nada menos que o sucessor do lendário rei Arthur, nascido no século XXI para terminar a missão que o outro não conseguiu levar adiante.
Ao lado da irmã, Kay, e carregando a célebre espada Excalibur, Artie cruzará o Outro Mundo - que não existe apenas no jogo - em uma jornada digna dos cavaleiros da Távola Redonda, enfrentando dragões, lobos famintos, poderosos feiticeiros e muitos outros perigos. Uma batalha que Artie já venceu no universo virtual agora terá que travar ao vivo, sem macetes nem vidas extras. Se ele perder, será o fim. Deste e de todos os mundos.



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PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Arthur “Artie” Kingfisher – doze anos, magro feito um palito e nem de longe bronzeado o bastante para uma criança no fim do verão – tinha acabado de matar Caladirth, uma dragoa verde com rubis afiados no lugar do dentes e espirais douradas como chifres.”

RESENHA<<<
Um livro que mistura infanto-juvenil com a história do Rei Artur tem tudo para ser bom, quase beirando ao fantástico, afinal nada melhor do que juntar aventuras e lendas com a fase onde todo mundo acredita que pode ser um pouco de tudo.... É, tinha tudo para ser bom, só tinha...

Se fosse sincera comigo mesma, teria desistido do livro. Raramente um livro infanto-juvenil me faz querer abandonar suas histórias, mas em A Torre Invisível, isso foi uma constante em seus 32 capítulos. Faltou um pouco de tudo – simpatia pelos personagens, a história não engrenar e o enredo ser muito fraco.

Não curti nenhum dos personagens citados na trama, nem o menino que será Artur, sua irmã, sua família ou até mesmo os amigos/inimigos que encontra pelo caminho. Os personagens não possuem estruturas, eles aparecem do nada e caminham para o mesmo nada do qual foram criados, há situações meio sem pé nem cabeça. Principalmente o pai das crianças, era melhor que ele nem existisse na história ou fosse apenas mencionado. Fiquei me perguntando o porque dele estar ali, se de fato nunca estava ou fazia as coisas mais estapafúrdias.

O enredo que poderia ser o grande diferencial, nem no mais do mesmo ficou, acho que depois que você lê Rick Riordan, fica difícil encarar uma aventura ruim e nessa está sobrando partes ruins. Falando no autor, uma cisma minha que eu não curti, foi querer imitar a mesma ideia de títulos engraçados que o autor usa, achei que foi algo forçado e querendo ‘imitar’ um autor mais conceituado. E o pior, foi que simplesmente não funcionou, era melhor ser algo simples – capítulo 2.

A história foi mal costurada, acho que o autor imaginou um grande jogo de RPG, mas infelizmente não conseguiu trazer isso para o papel. Até porque quem está acostumado a jogar RPG (ainda mais aventura, onde a história se baseia) sabe que nesses jogos são tantas mini missões, ou só quando encontramos o item X que podemos seguir em frente, que ler uma história tão linear e sem nenhum mistério intrigante, foi desestimulante.

De modo geral, a história não me agradou. Se tivesse dado atenção aos meus instintos teria desistido logo no início e poupado a leitura de algo tão sem graça. Apesar da faixa de idade ser algo entre 12/14 anos, julgo que os personagens se refletem mais para crianças na faixa de até 8 anos – se bem que algumas crianças podem achar chato também.

Como é uma série, nem preciso dizer que não irei continuar nele, infelizmente não foi para mim.

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