POISON BOOKS - O Código de Atlântida (Charles Brokaw)

Autor: Charles Brokaw
Tradutor: Julio de Andrade Filho
Editora: Planeta
Publicação: 2012
Páginas: 495
Capítulos: 24
Série: Sim, livro 1 (Série Thomas Lourds)
Temas: Aventura, Mitos, Suspense
SINOPSE - Uma relíquia de 20.000 anos, com inscrições aparentemente na antiga linguagem de Atlântida, foi encontrada. O professor de linguística de Harvard, Thomas Lourds, é o único homem capaz de decifrar o seu significado, mas, ele não é o único interessado. Um ramo ultrassecreto da Igreja Católica entra na disputa para desvendar os segredos da cidade perdida. As ruínas de Atlântida prometem fama, fortuna e poder e, ao mesmo tempo, segredos que podem mudar as crenças das origens da humanidade. 


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PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Thomas Lourds abandonou o conforto da limusine com relutância e um senso incomum de mau agouro.”

RESENHA<<<
Com certeza Dan Brown foi um dos grandes responsáveis por esse tipo de livro vender milhões, afinal misturar coisas que todos sempre tiveram duvidas (mitos, lendas e tal) com um pouquinho de conspiração da Igreja e uma pegada meio policial, meio suspense, quem não curte? O melhor de tudo é que a gente sai desse mais do mesmo que a literatura brasileira anda nos oferecendo.

A primeira vista fica difícil não comparar os dois livros, as ideias, enredos são praticamente o mesmo, mas enquanto os livros de Dan se mantem sempre no mesmo lugar e é algo mais superficial, Charles conseguiu ir além, o livro tem uma louca viagem pelo mundo e sua história é mais profunda, menos dedutiva e ele mostra mais provas/evidencias. Ou seja, o leitor também aprende bastante essa questão linguista.

Por isso, ao final do livro percebi que as pesquisas do autor em relação à esse tipo de assunto são bem mais complexas e pode ler tranquilo, o autor usou termos e falas simples, mas quando o personagem principal divaga muito, sempre havia outros que diziam: Ok, fala isso na minha língua...rs

O resumo do livro é bem o descrito no início da resenha – objetos perdidos escritos em um tipo de língua que o mais importante professor de linguista Thomas não consegue desvendar, alguns capítulos onde a Igreja Católica aparece e só aos poucos entendemos o porquê e uma escavação sobre a lendária cidade de Atlântida. Esses são os pontos principais, mas tem muita perseguição, saídas de mestre dignas de James Bond  e vamos conhecer cantos do mundo jamais imaginados.

A história é rápida, muita ação, diálogos intensos e inteligentes. Realmente sentimos que os personagens conversam do nosso lado, não é forçado como em alguns livros. Personagens intrigantes – exceto  jornalista que é burra demais, afinal em uma perseguição nós sabemos que usar o celular que tem o famoso GPS é um meio fácil de se localizar. Aliás, essa foi a única personagem que ficou um pouco a desejar, entendi que o autor a usou como meio de os vilões sempre conseguir chegar perto do grupo e manter aquele clima “eles estão atrás de nós!”, mas forçou demais e teve uma hora que a personagem deixou de ser interessante e ficou muito chata. Outro que me surpreendeu foi o cameraman, a gente não dá nada por ele, mas ele talvez seja o mais interessante (fiquem de olho).

Os capítulos são E-N-O-R-M-E-S, mas a boa jogada é que no mesmo capítulo vemos várias coisas acontecendo, o grupo procurando pistas, as escavações, a Igreja, os vilões, as vezes outros lugares, então é o tipo de livro onde é narrado em 3ª pessoa e somos o ‘olho que tudo vê’ e com certeza isso fez a diferença, acredito que se fosse em primeira pessoa a aventura seria chata.

Vocês devem estar se perguntando; Andy, cadê a Atlântida na história? Isso meus caro foi a maior sacada do autor, por isso não vou comentar, só digo que ele fez uma ligação com coisas relacionadas à Bíblia e ficou interessante.

Para quem curte pesquisas, ler sobre mitos, lendas, um suspense light e até um pouco de perseguição, pode vir com tudo, o livro vale a leitura e apesar de ser grande, foi uma leitura bem rápida, me surpreendi com ele e indico para aqueles que querem um ar novo na hora de ler.

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