POISON BOOKS - Incarceron (Catherine Fisher)

Em 18 fevereiro 2013
Autor: Catherine Fisher
Tradutor: Paula Rotta
Editora: Novo Século
Publicação: 2012
Páginas: 350
Capítulos: 35
Série: Sim, livro 1 (Série Incarceron)
Temas: Distopia, Jovem-Adulto, Outros
SINOPSE - Imagine uma prisão tão grande e tão vasta, a ponto de conter corredores e florestas, cidades e mares. Imagine um prisioneiro sem memória, que acredita firmemente ter nascido no Exterior, mesmo que a prisão esteja selada há séculos e que apenas um homem, em cuja história se misturam realidade e lenda, tenha dela conseguido escapar. Agora, imagine uma garota vivendo em um palácio do século XVII movido por computadores, onde o tempo parece ter sido esquecido. Filha do Guardião, está condenada a aceitar um casamento arranjado, cujos segredos a aprisionam em uma rede de conspirações e assassinatos, da qual ela deseja desesperadamente fugir. Um está dentro. A outra, fora. Entretanto, os dois estão aprisionados. Conseguirão enfim se encontrar? Parte fantasia, parte distopia, Incarceron reserva ao leitor a emocionante aventura de Finn e Claudia, dois jovens que desejam, a qualquer custo, destruir a barreira que os separa da liberdade. 



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PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Finn fora lançado de bruços ao chão e acorrentado às placas de pedra da passagem.”

RESENHA<<<
Apesar de o livro estar figurando como ‘distopia’, eu não colocaria dessa forma, mas a classificação não é o importante aqui e sim, a bela e confusa história criada pela autora. Refiro-me à bela, devido à história e todos os personagens e locais criados e tão bem descritos, mas que não são repetitivos ou cansativos e o lado confuso são devido à história ter tantas camadas que até entendermos exatamente sobre o que ela quer nos contar, parece que lemos, lemos e não chegamos a lugar nenhum.

Incarceron foi uma dúvida no início, fiquei com medo da sinopse prometer mais do que o livro mostraria, mas na verdade a sinopse conta pouco do que é realmente a história e o que ela pode nos trazer. Sob o ponto de vista de 2 pessoas completamente diferentes – alguém que vive n superfície e alguém que vive na própria Incarceron – vamos observando como os dois lados se sentem e o quão pouco sabem um do outro.

A prisão é algo vivo, que evolui, que não sei como pode se reinventar, se transformar e ludibriar quem habita seu interior. No início criada com a melhor das intenções, aos poucos sofreu com a teoria – que uma maçã podre estraga uma caixa inteira, mas uma maçã boa não faz a mesma coisa (melhorar a caixa) – e após tantos anos, décadas, séculos, foi esquecida, deixada de lado como um brinquedo velho. Mas seus habitantes sabem que algo acontece com ela, mas não tem a quem pedir ajuda.

Já quem vive do lado de fora, toca a vida normalmente, imaginando que a prisão é como um paraíso na Terra e mal sabem das coisas que ocorrem por lá, aqui fora acompanhamos a vida de Claudia, a filha do guardião de Incarceron, a menina que foi preparada a vida toda para ser rainha, mas seu lado de desobedecer o pai e nunca deixar de saber os segredos acaba metendo a menina em uma enorme confusão.

Tramas, boas ideias, perseguições e o quero saber mais. É isso tudo e um pouco mais que temos no livro, é uma história intrigante e de muitas camadas. São bastante personagens e o pior é que não percebemos logo de cara as intenções de cada um e falo isso como algo bom, porque até as últimas páginas as emoções e intensões se modificam ou se tornam mais ‘abertas’ para nós.

A história é boa, mas a leitura é um pouco arrastada e um tanto confusa. Não é algo para ler correndo ou vai perder alguns nuances da história e achar que falta informações. Eu fiquei intrigada com o final. A autora poderia  ter terminado tudo em um único livro, mas acredito que ela quis informar como vai ser ou o que acontece depois que se descobre alguns mistérios. Então estou bem empolgada para a continuação – Sapphique – e espero que o mesmo seja tão bom quanto esse.

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