POISON BOOKS - Divergente (Veronica Roth)

Em 21 janeiro 2013
Autor: Veronica Roth
Tradutor: Lucas Peterson
Editora: Rocco
Publicação: 2012
Páginas: 500
Capítulos: 39
Série: Sim, livro 1 (Série Divergente)
Temas: Distopia, Jovem-Adulto, Relacionamento
SINOPSE - Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto.
A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é.
E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.


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PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Há um único espelho em minha casa.”

RESENHA<<<
Fiquei com medo de ler Divergente enquanto estava na moda, principalmente porque todo mundo começa a elevar o livro a um status que geralmente ele não pertence e eu fico bem P da vida com isso, por isso ele foi um dos últimos livros em 2012.

O mundo distópico criado por Veronica Roth não conta muito o porquê dele ser assim, mas no entendimento geral percebe-se que a ideia era que se cada ser humano fosse muito bem em apenas alguma das virtudes consideradas primordiais e que foram divididas em facções – Abnegação, Erudição, Audácia, Franqueza e Amizade, onde em cada uma dessas facções se destaque uma virtude e seus membros precisam usar ou possuir algo que os destingem das outras facções.

Eu curti a narrativa, achei a ideia interessante, mas o fio condutor do livro – o que vai ligar a série nos 3 livros (o que eu acho que serão) é muito fraco e deixa a desejar. Durante as quase 500 páginas, quase nada é mencionado e só no final é que de repente todo mundo resolve abrir o olho. Achei que esse suspense que ela quis criar foi muito mal aproveitado e se você me perguntar acho que é melhor nem citar porque ele é pobre dentro do livro.

O livro na verdade foca muito na escolha que Tris faz, afinal com 16 anos todos precisam decidir se querem se manter na facção que nasceram ou tentar a vida em alguma outra e é nisso que a autora se focou, a sua escolha, como é a vida na facção, as provas. Pois de acordo com as informações, seu emprego no futuro depende o quão bem você se saia nas provas de iniciação.

Falando de iniciação e os personagens que são da sua turma, eu curti a forma como eles são apresentados e como ela vai dando importância para cada um em alguns momentos. Acredito que a autora conseguiu se sair bem onde a maioria falha quando coloca muitos personagens, pois ficamos com a sensação de que só querem fazer número e nunca falam de ninguém. Aqui em ‘Divergente’ ela nos deixa com aquela sensação de que qualquer um pode estar vigiando e querendo jogar sujo para conseguir se dar bem na iniciação.

O final foi meio fraco, mas tem a ver com o fio condutor pobre que nos é mostrado em todo livro, por isso torço para que o próximo – Insurgent – ela se foque mais nisso e esqueça as brigas dos iniciantes, até porque a coisa atingiu toda sociedade. Vamos ver o que vai ser em breve.

A nota desse livro seria 3.5, mas como não existe nota quebrada no Poison, jogo ele para Venenoso, mas não vão ler cheio de sede, a ideia principal deixa a desejar.

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