POISON BOOKS - Uma Garrafa no Mar de Gaza (Valérie Zenatti)

Autor: Valérie Zenatti
Tradutor: Julia de Rosa Simões
Editora: Seguinte
Publicação: 2012
Páginas: 122
Capítulos: --
Série: Não
Temas: Jovem-Adulto, Relacionamento, Guerra
SINOPSE - Um homem-bomba se explodiu dentro de um café em Jerusalém. Seis corpos foram encontrados. Uma garota, que se casaria naquele dia, morreu junto com o pai "algumas horas antes de vestir seu lindo vestido branco". E Tal não consegue parar de pensar em tudo isso. Tal é uma israelense que, como toda garota de dezessete anos, vive suas primeiras experiências - o primeiro grande amor, as primeiras escolhas profissionais e também o primeiro atentado. Depois de vivenciar esse momento trágico, ela escreve uma carta a um palestino imaginário, coloca em uma garrafa e pede ao irmão, que presta o serviço militar perto de Gaza, para lançá-la ao mar. Algumas semanas depois, recebe a resposta de um certo "Gazaman"...



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PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Estes são dias de trevas, de tristeza e de horror.”

RESENHA<<<
‘Uma Garrafa no Mar de Gaza’ foi um dos poucos livros que no final de sua leitura me fez pensar e querer brigar com meio mundo para muda-lo. Ao retratar 2 jovens separados pela guerra e compelidos desde cedo a odiar o povo um do outro mostra que no fundo, no fundo eles querem o que nós temos: sair com amigos, viajar, ter sonhos, imaginação. Mas a constante guerra que assola a Faixa de Gaza e Israel deixa os dois lados com vítimas e aos poucos temos a sensação que todo mundo vai perdendo a esperança.

A autora foi muito feliz porque ela não toma lados, ela mostra aos poucos nos e-mails que cada jovem envia que tem momentos que eles brigam e gritam e querem odiar o outro, pois na cabeça deles, se meu país está em guerra a culpa é do seu e eles narram suas visões diferentes dos atentados e de como a paz quase foi alcançada em 2003. E como foi esperada e desejada por ambos os lados.

O livro é fininho, são 122 páginas, mas ele conseguiu fazer o que muitas séries de 6/8 livros não conseguem, que a gente perceba que o mundo é grande e que por mais que uma ideia ou algo que nos foi dito nem sempre é a verdade absoluta e a medida que eles trocam e-mails percebem que começaram a se importar um com o outro mesmo tendo religiões e conceitos diferentes.

A única coisa que me deixou com um pouquinho de raiva é que o final ficou meio em aberto. E não sei se a autora pretende fazer uma continuação,  já que o livro é de 2004 e até agora ela não escreveu nada. Mas apesar do final em aberto, até entendi o que a autora quis passar. Já que a situação é complicada e na maioria das vezes todo mundo quer deixar uma guerra para trás.

O livro vai virar filme (acho que já virou), então se não puderem ler, assistam. Porque vale a pena!


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