POISON BOOKS - Puros (Julianna Baggott)

Autor: Julianna Baggott
Tradutor: Flávia Souto Maior
Editora: Intrínseca
Publicação: 2012
Páginas: 366
Capítulos: --
Série: Sim, livro 1 (Série Puros)
Temas: Distopia, Jovem-Adulto,
SINOPSE - Pressia pouco se lembra das Explosões ou de sua vida no Antes. Deitada no armário de dormir, nos fundos de uma antiga barbearia em ruínas onde se esconde com o avô, ela pensa em tudo o que foi perdido — como um mundo com parques incríveis, cinemas, festas de aniversário, pais e mães foi reduzido a somente cinzas e poeira, cicatrizes, queimaduras, corpos mutilados e fundidos. Agora, em uma época em que todos os jovens são obrigados a se entregar às milícias para, com sorte, serem treinados ou, se tiverem azar, abatidos, Pressia não pode mais fingir que ainda é uma criança. Sua única saída é fugir.
Houve, porém, quem escapasse ileso do Apocalipse.
Esses são os Puros, mantidos a salvo das cinzas pelo Domo, que protege seus corpos saudáveis e superiores. Partridge é um desses privilegiados, mas não se sente assim. Filho de um dos homens mais influentes do Domo, ele, assim como Pressia, pensa nas perdas. Talvez porque sua própria família se desfez: o pai é emocionalmente distante, o irmão cometeu o suicídio e a mãe não conseguiu chegar ao abrigo do Domo. Ou talvez seja a claustrofobia, a sensação de que o Domo se transformou em uma prisão de regras extremamente rígidas. Quando uma frase dita sem querer dá a entender que sua mãe pode estar viva, ele arrisca tudo e sai à sua procura.
Dois universos opostos se chocam quando Pressia e Partridge se encontram. Porém, eles logo percebem que para alcançarem o que desejam — e continuar vivos — precisarão unir suas forças.


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PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Pressia está deitada dentro do armário.”

RESENHA<<<
Puros é de todas as distopias foi a que mais fez modificações, não só na mente das pessoas mas também com seu físico. E apesar da história ter uma narrativa muito muito lenta, considerei a mais complexa das distopias lidas até agora.

Puros é bem confuso no primeiro momento, parece que a autora dividiu a população em muitos mais que Puros (os que ficaram dentro do domo e não possuem nenhum problema) e Não-Puros (os que sofreram com os ataques e normalmente possuem algum objeto fundido neles), afinal até entre os Não-Puros tem suas classificações e até você entender disso, acaba se confundindo um pouco. Mas a história se centra em Pressia, uma Não-Pura que possui uma boneca no lugar da mão.

Já dentro do domo acompanhamos Patridge, um Puro que acha que algo está errado e faz o que ninguém jamais pensou que um Puro faria – sair do domo. Quando eles se encontram que verdadeiramente a história começa e as mil reviravoltas que o livro dá também.

Como disse, Puros tem uma narrativa lenta demais e cansativa, não é daqueles livros que você senta e lê de uma vez, a história é densa e você fica perdido, então se começar a forçar tende a desistir do livro, mas acho que por causa disso a autora soube fazer uma história mais interesse do que as coisas meio sem pé nem cabeça que tem por aí. São tantas nuances e detalhes e eles vão aparecendo e sendo resolvidos até o final. Aliás no final você ainda fica meio de boca aberta quando vê a trama que a autora criou.

A ideia do Apocalipse e suas aberrações foi algo diferente e intrigante e a medida que ela nos mostra alguns personagens e suas mutações a gente fica se perguntando qual seria sua história. Geralmente em distopia não vemos muitos personagens – é o trio protagonista (a menina e os dois carinhas que irão brigar por ela), uma melhor amiga e uns personagens ocasionais. Mas aqui eles são bastante e são importantes, não sei se irá continuar no próximo e como será a história, a única coisa que gostaria é que a narrativa ficasse mais fluida, ajudaria e muito.

A única coisa que realmente não desceu foi quando a autora fala que crianças com 6 a 9 anos não se lembram do Antes (antes da explosão), no livro as crianças são adolescentes 15/16 anos e não se lembrar do que são aviões, carros, eletrônicos acho improvável demais. Concordo que elas não saberiam reproduzir as coisas, mas apagar da memoria como isso fosse algo de 50, 100 anos atrás foi um pouco demais.

Acredito que quem é fã de distopia deve dar uma chance, mas leiam esse livro devagar, intercalem com outros mais rápidos e divertidos ou a chance de deixar de mão será grande. Ele tem uma ótima ideia, mas o jeito de contar a história, infelizmente não ajudou.

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