POISON BOOKS - Delírio (Lauren Oliver)

Em 30 março 2012

Autor: Lauren Oliver
Tradutor: Rita Sussekind
Editora: Intrínseca
Publicação: 2012
Páginas: 342                                                                                  
Capítulos: 27
Série: Sim, livro 1
Temas: Jovem-Adulto, Distopia, Romance
SINOPSE - Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos. Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas. Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura? 


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PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Há sessenta e quatro anos o presidente e o Consórcio identificaram o amor como uma doença, e faz quarenta e três anos que os cientistas descobriram uma cura.”

RESENHA <<<
Muita gente disse que a onda de 2012 seria o steampunk, mas aqui no Brasil acredito que só vai dar mesmo as distopias. Visto que esse foi um dos grandes temas de 2011 lá fora. Apesar de ficar com medo do futuro literário, porque ele vai ser sombrio de acordo com nossos queridos autores, eu estou curtindo os livros do tema.


Delírio fala do amor, amor como um todo. Será que deixar de amar tudo que você hoje se importa é bom? Até onde ele é considerado uma coisa boa? E quando ele passa a ser uma doença? Essas são questões levantadas ao longo das páginas. Pois se no início eu fiquei torcendo para que a Lena fizesse logo a cura, no fim já queria que ela deixasse tudo de lado e fosse sofrer em paz.

Não sei se esperava mais de Delírio, mas ele não me impactou. Acredito que esse lado meio amoroso que existe no livro não me prendeu tanto assim. Durante as primeiras 200 páginas nada aconteceu, ele foi bem mais bem devagar. São muitas divagações da personagem sobre a cura e como a família dela é infeliz (varias coisas acontecem com eles).

Por isso a história custa a engrenar, ela praticamente só começa a dar ‘um gás’ depois de mais da metade e as últimas 40 páginas tem uma reviravolta e uma ação que não condiz com tudo que o livro apresenta. Sabe quando você acha que tudo veio molengando e aí resolveram que era hora de correr? Assim foi o final do livro, corrido demais, muito louco e nada a ver com as 300 páginas anteriores. Sinceramente não gostei do final e não fiquei apaixonada pelo próximo livro da série.

A vide deste livro é a mesma de Destino e Aprisionada. E o início tem uma ‘pegada’ muito Feios. Acho que não tem como não comparar esses 3 livros, pois os mesmos já foram resenhados aqui no blog e eles meio que acabam se parecendo.

A personagem principal é daquelas super bitoladas pelo sistema, o gatinho da vez é o Alex e eu gostei muito dele, ao longo do livro ele meio que fez um papel de grilo falante, a voz da consciência e era quem abriu o mundo de Lena, os outros personagens são sem muita importância, talvez dê um destaque na melhor amiga Hana, mas só.

Agora uma coisa que não entendi foi à capa. Porque colocar uma mulher no fundo se não ia dar o efeito que tem o hardcover em inglês? Preferia que onde está escrito Delírio e o nome da autora, fosse de outra cor. Acho que ando pegando implicância com pessoas nas capas.


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