BOOKS || Leo e as Caixas de Música (Ricardo Prado)

Opa... estou na maior alegria que hoje sai o primeiro POISON TRIP, e pela primeira vez vocês irão poder ler outras opiniões sobre alguns livros. Quero agradecer ao pessoal que participou da estreia da coluna e em breve teremos mais livros aí, quem sabe você também não esteja soltando seu veneno por aqui?

Autor: Ricardo Prado
Editora: Casa da Palavra
Tema: Jovem-Adulto, Comportamento
Misto de Harry Potter com O Mundo de Sofia, a série de livros Trilhas: Uma Viagem Musical promete ser o novo hit do público pré-adolescente. No primeiro livro da série, os leitores são apresentados ao Leo, um típico adolescente que se vê “abandonado” pelos pais, que vão morar no exterior e o deixam no Brasil com a avó.
Numa típica crise de revolta contra a tirania do pai e a passividade da mãe, Leo acaba salvo do tédio e da solidão pela música, que passa a compartilhar com os amigos e a avó, uma surpreendente roqueira.
Em “Leo e as Caixas de Músicas”, acompanhamos seu protagonista em um momento de profundas mudanças em sua vida: seus pais se mudaram para o exterior e por alguns tempos ele terá que morar com a sua avó. E como se não bastasse tudo isso, Leo ainda está encarando a transição entre a infância e adolescência.
Quem o ajuda a passar por essa fase turbulenta é sua avó Helena. Ela entrega ao neto a velha coleção de LPs do seu pai, montada ao longo das décadas de 60 e 70. As caixas, cheias de discos, músicas e histórias, são o passaporte para que Leo adentre no mundo do rock & roll.
Leo começa um mergulho no rock e leva seus amigos junto nessa viagem. Eles criam a Confraria da Ponte, um grupo unido pelo amor à música. Enquanto Leo conhece a evolução do ritmo junto com seus amigos, ele tem seu primeiro contato com a maturidade, vivenciando valores como a amizade, amor e a perda.
PRIMEIRA FRASE DO LIVRO:
“Quando acordei eles já haviam partido.”

Bora para as impressões?

>>> Vanessa Tourinho >>> Paraíso em Papel
O livro tem capítulos curtos, deixando a leitura mais rápida. Um livro leve e que muitas vezes me fez refletir sobre minha adolescência, afinal quem nunca sentiu raiva dos pais ou quando adolescente achava que tudo o que eles faziam era errado? Bom, eu já me senti assim.
O legal do livro é que ele tem um ingrediente especial: a música. 
Em minha infância, particularmente o Rock and Roll não teve influencia, mas quem nunca ouviu falar em Beatles e Rolling Stones? E quem quando jovem nunca ouviu uma música de Legião Urbana?
É bom poder acompanhar o amadurecimento de Leo. E ver como a música o ajuda.
Sou suspeita a falar sobre música, porque ela me influencia minha vida. É maravilhoso poder escutar aquela música que reflete o que você sente, ou o que você quer dizer e não consegue. O mais mágico da música para mim é escutar composições que cantam os sentimentos de uma forma que eu apenas consigo sentir. Isso é magia.
E é essa magia que o maestro Ricardo Prado conseguiu transferir para a escrita. Conseguiu unir duas coisas fantásticas: a música e a literatura. Como se uma pertencesse à outra incondicionalmente.
Livro perfeito. Adorei.
E para terminar, ainda falando sobre música, nada descreve a estória de Leo como uma citação de minha diva Shaki: 
“A vida é uma canção, cante-a.”


>>> Ingrid Rosa >>> Skoob
Confesso que quando comecei a ler o livro, pensava nas facilidades que teria se vivesse no século XXI. Mas aí percebi que assim não teria historia. Ok, entendi “batata” nenhuma. Vou explicar melhor:
Leo é um garoto de 14 anos, que não possui uma convivência amigável com seu pai e mora com a avó. Seus pais são diplomatas e vivem viajando, portanto não tem tempo de sobra para ficar em casa, um dos motivos pelo qual Léo quase literalmente odeia seu pai.
Até que descobre na musica, um jeito de fugir da tristeza e do “descaso” que o pai tem com o filho. Quando sua avó lhe dá de presente, discos e caixas contendo mais discos de música com puro rock n’ roll, com artistas tocando a guitarra como se fossem deuses (Led Zeppelin, Rolling Stones etc.), outros criticando/expressando tal situação na letra da canção (Legião Urbana, Queen, The Beatles #beatless2forever e outros), cada disco com informações e mensagens, levando a procurar outros discos que também possuem outras informações e mensagens, indicando qual próxima banda deveria ser ouvida - quase um diário de seu pai. 
E quando surge uma fascinante ideia, criar um grupo em que, todo domingo, alguém fala sobre algum artista/banda/música – sua historia, o que representa, e a opinião do “apresentador”. Quando, depois de algumas semanas, o grupo expande – e muito.
Quando terminei de ler o livro, fiquei com gostinho de quero mais, fui ao Google achei a página do site oficial (lá contem as musicas do livro, e dá para ouvi-las também) 
Havias vezes que eu parava de lê-lo, só para escutar a música e depois retornava a leitura. Quem resiste a batida de “Bohemian Rhapsody” dos Queen, ou não se emocionar com “Será” da eterna Legião Urbana, ou até mesmo cantar o refrão de “Help” dos Beatles? 


>>> Isa Pina >>> Portal dos Livros 
Gente, que livro apaixonante! Tudo começa com a história de Leo, um menino de 14 anos que foi "abandonado" pelos pais, que foram morar em Praga, pois seu pai é diplomata (ou embaixador?). Ele fica totalmente revoltado com isso, briga mais ainda com seu pai do que o normal - sua relação com pai-filho é o que chamamos de "conturbada" -, além de sentir profundamente magoado e sozinho. Ok, nem tanto, ele não chega a ser um Ethan. Na verdade, Leo logo consegue se adaptar à rotina de morar com a avó, Helena, uma mulher de personalidade forte e muito divertida (eu a adorei *-*) e sua empregada/amiga, Maria (é Maria? Gente, não estou lembrando o.O).
Um tempo depois, Helena resolve fazer uma surpresa para Leo: dá a ele todas as caixas de música suas, de seu avô (já falecido) e de seu pai. Leo, por sua vez, fica completamente encantado, dando um exemplo para nós, bookaholics, é como se alguém tivesse nos dado seus clássicos, obras marcantes e etc. Mesmo eu, que não sou super antenada e crítica em relação à música, me senti maravilhada, só de pensar em tantos e tantos discos! E o melhor, pois não pára por aí: cada disco tem uma opinião de seu pai, comentando sobre o grupo musical, dando links para outros discos que têm algo parecido, é tudo interligado, como uma gigante teia.
Depois de ele ouvir muitas músicas, ler muitas fichas de informação, Leo pensa: "Por que não compartilhar toda essa música maravilhosa com o mundo?" e junta alguns amigos, fazendo uma apresentação sobre o The Who. E a partir daí, nós somos bombardeados de informações musicais, trechos de músicas - achei muito bem sacado isso, eu sempre lia, se conhecia, cantava, super fofo! - e descobrimos sobre diversas bandas, como Rolling Stones, The Beatles e vemos a "cobertura" do Festival de Woodstock, de 1969.
Eu aprendi tanta coisa nesse livro, apesar de não ter guardado muito bem o nome dos músicos, aprendi várias coisas e terminei o livro querendo ouvir tudo isso! Aliás, se você ficou curiosa, tem um site, "Trilhas de uma viagem musical", aonde mostra todas as músicas citadas no livro (poder ouvir sem medo, não é spoiler). Lá também tem os links para as redes sociais e, em breve, mais sobre os outros livros da série (com certeza é um leitura que eu quero ter!). Os personagens são, na maioria, interessantes, apesar de que meus favoritos continuam sendo Leo e a Helena, eles são simplesmente... não sei, têm algo mágico. A narrativa, que é em 1ª Pessoa, contada por Leo e no pretérito, também tem algumas cartas - de seus pais, do Leo mesmo, além das fichas dos álbuns.
Finalizando: é um livro encantador, bonito e, pra quem gosta de música, um prato cheio. O segredo é manter a mente aberta, pois daí você descobre músicas, estilos, cantores e álbuns incríveis."


>>> Felipe >>> Aprendendo Com Meus Erros
O livro é até legalzinho. Mas para quem gosta de música. Não estou falando das músicas atuais, mas sim aquelas antigas de 1960, por aí.
Até uma certa parte do livro eu consegui ler sem problemas, mas ao chegar na parte em que Léo começa a reunir-se com seus amigos e falar sobre música, isso ficou muito chato pra mim. Pulei páginas pois não ia conseguir ler.
Mas tipo eu gosto de livros que falam sobre ciência, mas que fala sobre música não gosto. Mas se você gosta, vai amar este livro, pois em cada capítulo o protagonista, escuta ou pensa em uma música, e temos um trechinho da letra desta música.
Preferi a parte de estórias do que as de músicas, mas sua opinião pode ser diferente. 





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