POISON BOOKS - Água para Elefantes (Sara Gruen)



Autor: Sara Gruen
Editora: Arqueiro
Publicação: 2011
Páginas: 272
Capítulos: 25
Tema: Romance

SINOPSE:
Desde que perdeu sua esposa, Jacob Jankowski vive numa casa de repouso, cercado por senhoras simpáticas, enfermeiras solícitas e fantasmas do passado. Por 70 anos Jacob guardou um segredo. Ele nunca falou a ninguém sobre os anos de sua juventude em que trabalhou no circo. Até agora.
Aos 23 anos, Jacob era um estudante de veterinária. Mas sua sorte muda quando seus pais morrem num acidente de carro. Órfão, sem dinheiro e sem ter para onde ir, ele deixa a faculdade antes de prestar os exames finais e acaba pulando em um trem em movimento - o Esquadrão Voador do circo Irmãos Benzini, o Maior Espetáculo da Terra.
Admitido para cuidar dos animais, Jacob sofrerá nas mãos do Tio Al, o empresário tirano do circo, e de August, o ora encantador, ora intratável chefe do setor dos animais.
É também sob as lonas dos Irmãos Benzini que Jacob vai se apaixonar duas vezes: primeiro por Marlena, a bela estrela do número dos cavalos e esposa de August, e depois por Rosie, a elefanta aparentemente estúpida que deveria ser a salvação do circo.
"Água para Elefantes" é tão envolvente que seus personagens continuam vivos muito depois de termos virado a última página. Sara Gruen nos transporta a um mundo misterioso e encantador, construído com tamanha riqueza de detalhes que é quase possível respirar sua atmosfera.
  



PRIMEIRA FRASE DO LIVRO:
“Restaram apenas três pessoas sob o toldo vermelho e branco da espelunca: Grady, eu e o cozinheiro.”

RESENHA:
Eu já comentei desse filme por aqui na coluna POISON MOVIES e agora é hora de falar do filme que inspirou o livro. Ou melhor realmente falar dessa história, pois o filme foi bem fraco.

Este com certeza é um dos livros mais intensos que já li. Ele não é sobrenatural, beira muito próximo ao real e poderia acontecer com qualquer um. Tudo neste livro tem uma escala grandiosa, por favor não leve para um sentindo ruim, mas aqui a dimensão é ampla.

O personagem principal – Jacob – tem seu mundo abalado e é a partir daí que tudo começa a ter um novo significado. Afinal realmente só damos valor aquilo que perdemos. E neste ponto que o personagem se transforma de uma maneira intensa que infelizmente não foi parar no filme.

Algo muito interessante e ao mesmo tempo em que ficamos ‘de cara’ é com o prólogo, pois logo no inicio, lemos uma parte de um momento fatídico que ocorre no circo e meu pensamento foi: Será muita sacanagem se o prólogo começar contando o final. E ao longo do livro algumas reviravoltas surgem e percebemos que esse inicio conta uma verdade, mas não necessariamente toda ela e fiquei feliz em ser surpreendida.

Uma coisa que não gostei muito foi o bate e volta de Jacob, pois há momentos em que ele é o jovem trabalhando no circo e algumas partes ele está lembrando de sua vida aos 90 e poucos anos. Não que os momentos que ele está velhinho sejam chatos, mas lógico que a grande trama se concentra em quando ele é jovem. Nesse ponto a trama no filme foi melhor, pois ali o mostra contando sua vida para um jovem dono de circo.

O livro trata de muitas mudanças; pessoais, profissionais e talvez o mais importante – o desejo de mudar – porque querer mudar também é importante. Ao longo da jornada no circo, ele descobre que muitas coisas que o público não vê ou acha que é de uma outra forma. E aqui vale uma ressalva, a autora não levanta a bandeira dizendo que o circo é legal. Ela fala como os bichos são tratados (de forma cruel na maioria das vezes), o pouco caso que os tratadores e outras pessoas olham para eles. Por isso que as partes de Jacob e Rosie, a elefanta, são as mais bonitas e intensas, porque ele mesmo diz ao longo do livro que se não for ele olhando/tomando conta dos animais, ninguém mais fará.

As relações dos personagens também entram nesse dilema amor/ódio. Precisamos entender o contexto do livro, se passa nos EUA de 1930, momento da recessão (queda da bolsa e afins... lembra das aulas de história? rs) não era momento de esbanjar, principalmente quando se trata de subordinados. Por isso, há momentos dolorosos, pois muitas maldades são feitas ao longo do livro. Mesmo que não fale de sangue e morte, mas para bom entendedor meia palavra basta, né?

Para quem gostou do filme, realmente recomendo o livro... há tantas coisas que foram alteradas ou nem foram colocadas que realmente senti falta e para quem cansou de seres sobrenaturais, mas está sentindo falta de emoções verdadeiras e proximidade com nossa realidade, este livro é um prato cheio.

Venenoso


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