POISON BOOKS - Desastre (S. G. Browne)



Autor: S. G. Browne
Editora: Leya
Publicação: 2010
Páginas: 271                                                                                 
Capítulos: 54
Tema: Romance, Ficção

RESENHA DA CONTRA-CAPA:
Regra Nº1: Não se envolva com humanos. Num mundo onde os sentimentos, caminhos e valores dos seres humanos são comandados por entidades superiores, o destino pode ser traiçoeiro. Conheça Fado, um imortal que designa sinas aos homens, mora num apartamento de luxo em Nova York e veste uma atraente roupa humana. Solidário com seus clientes e apaixonado por uma vizinha, passa a burlar suas tarefas, alterar destinos e bagunçar as coisas no reino dos Céus. Com um texto leve, hilário e muito atual, Desastre vai fazer você repensar suas escolhas, acreditar no poder do amor, e descobrir que até a Morte não é assim tão má pessoa.





PRIMEIRA FRASE DO LIVRO:
“Regra #1: Não se envolva.”

RESENHA:
O amor não é uma escolha, é um DESASTRE.

E com essa frase maravilhosa e uma capa pegadinha, somos nos teletransportados para uma história muito bacana e até agora bem original. Claro que os ‘sentimentos’ tomarem formas humanas não é novidade, mas a verdade que são muito poucos livros que pegam esse mote e conseguem desenvolver bem.

Acompanhamos o Fado, ou como ele gosta de ser chamado – Fábio – que na história briga com A Destino. Sim, destino é uma mulher e se veste de vermelho, da cabeça aos pés. No primeiro momento em que ela aparece achei até que fosse uma sucubus. Enfim, neste livro o autor diz que Fado é diferente de Destino que é diferente de Carma.

Fado está cansado dos humanos que precisa tomar conta, já não trabalha com mesmo afinco do inicio dos tempos e ver Destino fazer piadinha sobre os 15% da população destinada a algo grandioso. No livro essa é a explicação, 15% da população serão destinadas como Mozart, Buda e outros e os outros 85% estarão fadados, as mesmas coisas sempre irão acontecer, pois o ‘final’ está gravado.

Mas apesar dessa história ser bem controversa, o que mais gostei foi cada sentimento ter uma espécie de problema. Como cleptomaníaco, depressivo ou intolerância à lactose. Na verdade ele descreve esses ‘sentimentos’ como pessoas comuns, mas mortalmente letais. Do tipo que se A Paixão chegar perto de você, instantaneamente você ficara apaixonado e nem vai saber direito porque ou se a Gula não for com a sua cara, você pode comer como um louco varrido e fazer feio na frente de seus amigos.

Apesar da história se focar no Fado, os outros sentimentos também são bem detalhados e importantes na saga, mas nada que se compare ao trio (Fado, Destino e Morte). E podemos descobrir que nem sempre controlamos nossas ações, algumas vezes somos controlados (ou seria manipulados?) por esses seres e nem sabemos. Porque brincar com humanos é uma delicia para eles, portanto que não quebrem a regra nº 1 – Não se envolver conosco.

Tem duas coisas que me deixaram chateadas, a primeira é que na tradução não existe o travessão (-), as falas estão com aspas. E isso é muito coisa de livro americano. Aqui no Brasil usamos o travessão nas falas e ponto final.

E uma muito grave foi o final. Pela resenha você percebe que fiquei muito empolga e fiquei mesmo, li o livro em um dia praticamente e depois de me deliciar com personagens tão interessantes e um mundo no qual Deus assiste a CNN, me deparei com um final muito muito ruim e nonsense. São 54 capítulos e os últimos 10, a história desandou total. Foi uma grande reviravolta, até estava de acordo com algumas coisas, mas  nesses 10 finais foi ruim de aturar.

Poderia fácil fácil ser um livro extremamente venenoso se não fosse por isso, aconselho a ler menos empolgado, e quando for terminando o livro já se prepare para ele decair e muito. E pensar que ele veio tão bem...
 
Venenoso
 

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