POISON BOOKS - Strange Angels (Lili St Crow)


Autor: Lili St Crow
Editora: Novo Século
Publicação: 2010
Páginas: 287                                                                                
Capítulos: 28
Tema: Jovem-Adulto, Sobrenatural

RESENHA DA CONTRA-CAPA:
O Mundo Real é um lugar apavorante. Basta perguntar para Dru Anderson, uma órfã de 16 anos - garota durona que já acabou com sua parcela de bandidos. Ela está armada, é perigosa e está pronta para atirar primeiro e perguntar depois. Então, vai levar um tempo até que ela possa descobrir em quem confiar. Dru Anderson se acha estranha por mais tempo do que é capaz de se lembrar. Ela viaja de cidade em cidade com seu pai, caçando coisas que nos aterrorizam à noite. Era uma vida bem esquisita, mas boa - até que tudo explode em uma cidade gélida e arruinada de Dakota, quando um zumbi faminto arromba a porta da cozinha. Sozinha, aterrorizada e sem saída, Dru vai precisar de cada pedacinho de sua esperteza e treinamento para continuar viva. Seres sobrenaturais decidiram ser os caçadores - e desta vez, Dru é a presa. Chance de sobrevivência? De pouca a nenhuma.




PRIMEIRA FRASE DO LIVRO:
“Não contei ao meu pai sobre a coruja branca da vovó.”

RESENHA:
Gente... realmente uma tradução ruim pode ‘esculhambar’ uma boa história.

Muita gente reclama das traduções não oficiais, que contém erros, ou a compreensão de uma frase fica estranha e outros. Mas e quando esses erros são feitos pela editora? O que podemos dizer? A história de Strange Angels é boa, mas a tradução brasileira ficou tanto a desejar que tornou o livro ruim. Gírias que ninguém fala, expressões unidas como – peloamor – mas nada, nada mesmo superou o .

No livro inteiro é cheio dessas coisinhas no estilo: tu tá ou Cê tá. Me irritou profundamente. Eu já tinha lido em alguns blogs e amigos comentando sobre isso, mas achei que era exagero da parte deles. Mas simplesmente é isso. Pensei que o livro se passava num local bem do estilo ‘interiorzão’. Nada contra a galera do interior, mas a chance de ter tantas gírias e esse jeitinho de falar não é algo da cidade grande. E o livro passa numa cidade de médio porte, então realmente não entendi.

Como não li em inglês, não posso afirmar que no original também tem u ao invés de you. O que justificaria o cê, mas quem leu disse que não, por isso. A culpa da tradução ruim de acompanhar e até um pouco chata fica por conta da editora.

Num futuro não muito distante (e nada parecido com Star Wars), acompanhamos Dru e seu pai. Eles tem um emprego estranho, caçam coisas que nós não acreditamos (bem, hoje em dia se alguém aparecer e disser que é vamp eu estou aceitando...rs) e com isso eles vão de cidade em cidade atrás dessas criaturas. Mas numa dessas cidades, seu pai morre e Dru se vê sozinha pela primeira vez na vida e não tem a menor ideia do que seu pai realmente caçava ou porque.

A história tem umas partes de ‘embromation’, que fala-se muito sobre nada, como uma espécie de divagações da personagem. E ela é a mais estranha possível. Escuta vozes, tem um quê com o sobrenatural e um poder incrível de arrastar pessoas inocentes (ou não) para esse mundo que os normais não enxergam e nele ela vai começar a perceber que realmente deve ter medo do escuro.

Tirando as coisas da tradução, a leitura é bem fácil, aos poucos você vai matando muitas coisas antes delas realmente acontecerem. Até o meio do livro é bem lentinho, mas os capítulos finais revelam à Dru (e a nós), exatamente o que o pai dele caçava e porque. E óbvio que esse é o gancho para o livro 2.

Não entendi muito bem porque o nome da série se chamar Strange Angels, porque anjos não é o mote desse livro. É uma leitura legal, nada do tipo ‘eu preciso ler desesperadamente’, e acima de tudo aproveitem as promoções. Fico torcendo para que no livro 2, o português seja normal. Com seus Vocês ou está e tudo bonitinho como manda a regra da norma culta. Porque ler quase 300 páginas de um português ruim não ajuda as pessoas a melhorar a escrita/ler melhor.


 Tóxico

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