POISON BOOKS - A Estréia de Fani (Paula Pimenta)


Autor: Paula Pimenta
Editora: Gutenberg
Publicação: 2008
Páginas: 330                                                                                
Capítulos: 55
Tema: Jovem-Adulto, Lit. Nacional

RESENHA DA CONTRA-CAPA:
Tudo muda na vida de Fani quando surge a oportunidade de fazer um intercâmbio e morar um ano em outro país. As reveladoras conversas por telefone ou MSN e os constantes bilhetinhos durante a aula passam a ter outro assunto: a viagem que se aproxima. 
“Fazendo meu filme” nos apresenta o fascinante universo de uma menina cheia de expectativas, que vive a dúvida entre continuar sua rotina, com seus amigos, familiares, estudos e seu inesperado novo amor, ou se aventurar em um outro país e mergulhar num mundo cheio de novas possibilidades




PRIMEIRA FRASE DO LIVRO:
“Uma vez me perguntaram qual era o filme da minha vida.”

RESENHA:
Difícil começar essa resenha, até porque antes de ler este livro tinha pescado algumas opiniões pela net e todo mundo dizia que o livro era muito, mas muito bom. Então meu primeiro pensamento foi – porque não li ainda? – mas assim que comecei a ler, fui até o capítulo 5 e simplesmente bloqueie. Não que a história fosse ruim, mas não justificou a grande expectativa com que comecei o livro.

Por isso, fechei o livro, deixei de ler as resenhas e após algum tempo fui ler novamente e dessa vez de uma ‘paulada’ só, pois estava no avião e tinha algum tempo pela frente e nada como aproveitar a leitura.

O que eu posso dizer de FMF?! É um livro gostos de ler, fala de momentos bacanas na adolescência, gostar de alguém, ter amigos com quem passamos mais tempo do que com a nossa própria família. Encarar problemas como o vestibular e o famoso ‘o que será que ele pensa de mim?’. Realmente me lembrei de quando estava no 2º grau. Nem tudo foi exatamente igual, mas a ideia em si foi a mesma e hoje lendo a situação anos depois, apenas fico rindo de como nós fazemos coisas ‘toscas’ nessa época.

Voltando a história, eu não gostei da Fani (podemos não gostar do personagem principal? Dúvida cruel). Ela é meiguinha, fofinha, uma ótima filha/amiga. Mas ela tem um defeito que me irrita muito – ela não resolve nada sozinha!!! – e ao longo do livro foi me dando uma agonia, que juro que se a Paula não escrevesse bem e de uma forma que te prende teria deixado o livro de lado e começado outro.

Ao longo do livro a Fani vai apresentando os amigos e de certa forma, ela sempre se escora neles para resolver os problemas para ela. Mas eu sei como resolver, conheço aos baldes gente que é assim. E coitados entende que às vezes é difícil tomar as rédeas da vida.

Os outros amigos dela são uns amores, não dá para não gostar de Leo (que de cara eu já matei que sentia algo por ela), rapaz fofo e super alto astral, todo mundo quer os dois juntos, eu ainda estou na dúvida sobre isso, vou esperar a história evoluir para saber o que pensar de verdade, mas por enquanto eu não acho que o Leo seja para Fani, ela é pouca areia para o caminhão dele....kkk, as amigas Gabi e a Natália são doidas e divertidas que só grandes amigas conseguem ser.

O livro é recheado de música e trechos de filme, já que a protagonista é amante da sétima arte, trecho de falas de filmes famosos começam os capítulos e por a mesma ser uma romântica incorrigível, a maioria dos filmes românticos tem nota 4 ou 5 (discordo de alguns, mas gosto é gosto né?rs), mas ela vai ver de tudo e ao longo da história a ida ao cinema é uma constante. Já Leo adora mixar as músicas e com isso temos um lado musical muito eclético e bacana. Para quem gosta de música + filmes = prato cheio.

E neste livro além de apresentar a história da protagonista, dá o gancho para o segundo livro que é onde ela fará o intercambio na Inglaterra. Então ao longo da história, sempre há comentários dos amigos em relação a isso. Mas a protagonista não demonstra nenhum entusiasmo até quase o final do livro. Fiquei triste, pois todo mundo que conheço que vai viajar (e pode ser para ficar 15 dias longe) age como se fosse a última maravilha na terra, só fala disso, pesquisa sobre aonde vai, o que vai fazer, mil planos e a Fani só acorda para isso nos capítulos finais. Ao longo do livro ela não demonstra emoção nenhuma, isso vai mudar a vida dela e ela nada?!

No principio pensei que a mãe fosse a grande ‘vilã’, porque quem arranja a viagem é ela. Mas voltando ao que falei lá em cima, sobre pessoas que não decidem nada sozinha, percebi ao longo do livro que ela aceita as coisas sem pestanejar, sem brigas, sem bater portas... oh, é a filha perfeita. Com certeza minha mãe gostaria muito da Fani. Bem, eu sou briguenta. Já deu para perceber.

Apesar de não gostar da personagem principal, o tema é interessante e no final a protagonista começou a perceber que o mundo vai mudar no próximo ano e ela estará sozinha. Espero que no próximo livro ela comece a tomar as rédeas da situação e mostrar mais sentimentos, afinal ela tem 16 anos!!! E é nesse momento que tudo está a mil, tudo é exagerado e isso que eu senti falta neste livro, mas me contaram que no livro dois ela melhora em relação a isso.

Façam suas malas, pois no próximo volume embarcaremos para a Inglaterra com a Fani e descobriremos como ela vai se safar por lá sem ninguém para ajudá-la.


Tóxico


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