POISON MOVIES - A Culpa é do Fidel


Título no Brasil:  A Culpa é do Fidel
Título Original:  La Faute à Fidel
País de Origem:  Itália/França
Gênero: Drama
Ano de Lançamento:  2006
Duração: 100mim
Estréia no Brasil: 25/12/2007
Estúdio/Distrib.:  --
Direção:  Julie Gravas

SINOPSE:
Anna (Nina Kervel-Bey) tem nove anos e vive uma vida tranqüila e confortável com seus pais, Marie (Julie Depardieu) e Fernando (Stefano Accorsi), sua babá e seu irmão caçula, François (Benjamin Feuillet). Mas sua vida bem organizada irá se complicar com a prisão de um tio espanhol, que era comunista convicto, e uma visita ao Chile do recém-eleito Salvador Allende.





RESENHA:
Há algum tempo atrás reclamei que não consegui assistir em francês um filme, que acabou sendo dublado e nem tive a chance de ouvir o singular sotaque com biquinho, rs. Mas o filme de hoje assisti no curso, por isso áudio + legenda em francês e a experiência que às vezes seu mundinho pode ser abalado.

A Culpa é do Fidel é um filme que mostra isso claramente, como juntar pedaços de informações ou a visão de cada pessoa sobre um determinado acontecimento acaba atrapalhando e fazendo as pessoas pensar sobre coisas nada a ver.

Acompanhamos a vida da pequena Anna de La Mesa no ano de 1970, uma pequena parisiense de 9 anos de idade, uma pequena princesa onde sua vida se resume na bela casa onde vive com a família, sua escola católica e as aulas de natação. Ela e o irmão não poderiam ser crianças mais felizes, poderiam? Mas quando a tia e a prima chegam da Espanha devido a ditadura de Franco. E a partir daí, seu mundo perfeito acaba.

Ela começa a ouvir da babá que é anticomunista (por causa de Fidel) dizer que os pais estavam protegendo os comunistas e fala mal do comunismo a torto e a direito. Onde a jovem Anna começa associar os comunistas com os ‘barbudos’ e como consequência algo ruim.

Os pais da jovem querem ajudar o Chile a sair do mesmo dilema que acontece na Espanha, eles trocam a bela casa por um pequeno apartamento, os pais convidam ‘os barbudos’ para casa, onde eles criaram uma espécie de comitê e a mãe deixa o emprego na Marie Claire e escreve um livro com depoimento de mulheres a favor dos métodos anticoncepcionais.

E o filme é perfeito, a bela Anna vivendo essas experiências, mesclando migalhas de informações que os pais ou seus amigos deixam escapar, ninguém chega na menina e explica o que acontece, para ela sair da bela vida (a casa ajardinada) para o apartamento causa revolta, mas aos poucos ela vai aprendendo que há pessoas numa situação pior, ela tem tudo, muitas vezes as pessoas não tem nada.

Cenas hilárias como o constante apagar das luzes e desligar o aquecedor no inverno são impagáveis, a briga na escola católica quando os pais a tiram do catecismo e o que realmente resumo este filme na minha opinião são as explicações da criação do mundo pelas diferentes culturas (já que depois da babá anticomunista ela passa ter uma sequência de babás refugiadas na França), cada uma conta a história de acordo com sua cultura. Nesse ponto é onde realmente percebemos que é importante ouvir todas as versões da mesma história.

A atriz é uma fofa e ela com certeza merece uma salva de palmas tão pequena e mostrando claramente o papel. Confesso que este é um filme mais cabeça, mas com certeza um dos mais legais que já assisti, ele tem conteúdo e nos toca de uma forma ímpar. Merece ser visto !!

Extremamente Venenoso










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