POISON BOOKS - A Última Música (Nicholas Sparks)


Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito
Publicação: 2010
Páginas: 383
Capítulos: 37
Tema: Jovem-Adulto, Romance

RESENHA DA CONTRA-CAPA:
Aos dezessete anos, Verônica Miller, ou simplesmente Ronnie, vê sua vida virar de cabeça para baixo, quando seus pais se divorciam e seu pai decide ir para a praia de Wrightsville, na Carolina do Norte. Três anos depois, ela continua magoada e distante dos pais, particularmente do pai. Entretanto, sua mãe decide que seria melhor os filhos passarem as férias de verão com o pai na Carolina do Norte.
O pai de Ronnie, ex-pianista, vive tranquilamente na cidade costeira, absorto na criação de uma obra de arte que será a peça central da igreja local. Ressentida e revoltada, Ronnie rejeita toda e qualquer tentativa de aproximação do pai e ameaça voltar para Nova York antes do verão acabar. É quando Ronnie conhece Will, o garoto mais popular da cidade, e conforme vai baixando a guarda, começa a apaixonar-se profundamente por ele, abrindo-se para uma nova experiência que lhe proporcionará uma imensa felicidade – e dor - jamais sentida. 
Uma história inesquecível de amor, carinho e compreensão – o primeiro amor, o amadurecimento, a relação entre pais e filhos, o recomeço e o perdão – A ÚLTIMA MÚSICA demonstra, como só Nicholas Sparks consegue, as várias maneiras que o amor é capaz de partir e curar seu coração.





RESENHA:
Um verão, mudanças, escolhas e pensar no que fazer/fez da vida. E quando tudo que você vive/viveu foi uma mentira? Quando acreditou em palavras que foram destorcidas? O que fazer?

A Última Música mostra uma adolescente em conflito, buscando um lugar no mundo e encontrando numa pequena cidade uma vida completamente diferente da que sempre esteve acostumada. Ronnie (ou melhor Verônica) é talvez uma rebelde sem causa. Vive na Grande Maçã e passar um verão inteiro numa cidade pequena pode ser a morte. Estar longe dos amigos, das baladas da cidade que nunca dorme e o pior de tudo para ela, aturar 2 meses o pai com quem não fala há anos. Parece um pesadelo e daqueles onde não conseguimos acordar!!

É um livro cheio de dilemas, onde a família é o tema principal. Ronnie sempre culpou o pai por abandoná-la e como consequência transferiu sua raiva para a música, precisamente para o piano instrumento que sempre tocou desde pequena. A mãe e o irmão parecem entender algo que ela nunca tentou ou não deu chance. E isso faz os primeiros dias das férias dela ser totalmente frustrantes e cheios de brigas.

Como eu disse na resenha, os livros do Nicholas parecem seguir um padrão: No verão, algo marcante acontece (uma mor, uma revelação ou coisas assim) e durante aquele período o personagem principal vai desenvolvendo um amadurecimento ou entendendo algo que foi negado durante anos. E no final alguém vai morrer.

Apesar de seguir um roteiro, confesso que gostei mais deste livro do que de Querido John, não sei se porque o fato de já ter sido adolescente e ter tido meu momento rebelde sem causa, me identifiquei com a personagem em algumas coisas. Nessa idade tudo é intenso. Se amamos é o melhor/mais importante da vida, se odiamos nunca mais iremos falar com aquela pessoa e coisas tão simples e pequenas se transformam em um verdadeiro cabo-de-guerra.

Talvez a personagem pudesse ser mais descolada, afinal todo mundo que mora numa grande cidade sabe que se não fica ligado acaba perdendo algo ou se metendo em confusão (ou a minha máxima – Jacaré que dorme vira bolsa). Esse foi um ponto que achei falho. Alguém que vem de Nova York se deixa impressionar por muito pouco e é meio lenta para pescar sobre algumas outras pessoas que aparecem na história.

Se pudesse escolher um personagem como favorito ficaria com 2 na verdade, que achei que brilharam bem mais; o super fofo irmão dela (Jonah) e o Will. O irmão porque é uma criança tão mais experiente, ele tem o que chamaria de alma velha e quando a irmã fica de bobeira e fazendo coisas nada a ver, ele está lá para aproveitar o verão e o pai que não vê há tempos.

Já Will, o ‘rolo’ de Ronnie no verão, posso dizer que o cara é um santo. Porque tinha horas que eu teria deixado a menina para lá. Sério, às vezes a guria era muito chatinha. Eles me encantaram mais do que a personagem principal. Não que não vivessem os mesmos dilemas e algumas vezes achei que apareceram menos do que deveriam, mas com certeza são ótimos personagens e aprendemos muito com eles.

Não vi o filme, não sei se está melhor/pior/mesma coisa que o livro. Mas acho que vou deixar passar e deixar apenas o livro na minha imaginação. Algumas coisas quando são transformadas em filmes não é a mesma coisa. Acho que vale para o Querido John também. Ficarei apenas com a leitura do livro.

Venenoso


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