POISON BOOKS - Sangue e Gelo (Robert Masello)


Autor: Robert Masello
Editora: Suma de Letras
Publicação: 2010
Páginas: 445
Capítulos: 55
Tema: Romance, Ficção, Vampiros

RESENHA DA CONTRA-CAPA:
Dezembro de 1856. Em meio a uma tempestade, nas proximidades do Polo Sul, marinheiros aterrorizados fazem um casal caminhar pela prancha do navio e se jogar ao mar. Portadores de má sorte, eles dizem, perpetuadores de uma terrível maldição. Mais de 150 anos depois, um fotojornalista em profunda crise aceita um convite para fazer uma reportagem na estação de pesquisa científica americana na Antártica. Ele espera pela chance de fotografar muita coisa que jamais tivera oportunidade de ver na vida - animais exóticos, icebergs imponentes, nevascas assustadoras. Mas dois corpos trajados em roupas vitorianas, perfeitamente preservados dentro de um bloco de gelo, são uma descoberta que vai além dos seus sonhos mais delirantes. 





RESENHA:
O que mais me atraiu em ‘Sangue e Gelo’ foi o ambiente da história. Visto que livros com temas de vampiros existem aos montes, mas uma história onde se passa num continente tão remoto e além da imaginação como a Antártica sempre é um diferencial positivo numa história onde o tema já foi falado.

O livro começa explicando o porque do gelo, contando como Sinclair e Eleanor vão parar na água gelada no ano de 1854. Apesar de logo no início você já começar a perceber que eles serão os ‘vampiros’ da história, ainda não sabemos como e nem porque eles estão nessa situação.  

No presente acompanhamos Michael, ele tem um sério problema em seu passado. Sua namorada/noiva está em coma porque uma aventura não saiu exatamente como eles planejaram e carrega esta sensação de culpa pelo estado dela. E quando surge a oportunidade de ir para a Antártica, onde poderá acompanhar a vida numa estação de pesquisa, ele percebe que pode ser um bom começo.

Tudo ia bem, claro tira o frio em excesso, as milhares de regras que são impostas na estação de pesquisa e outras coisas um tanto estranha para nós, até que ele acha o casal no gelo, aí as coisas não começam a sair como deveriam...

Ao ler este livro fiquei com duas sensações, num primeiro momento queria muito saber o que estava acontecendo na Antártica com Michael e a equipe, quem era cada um e entender (mesmo que fosse pela visão do autor) o funcionamento de uma estação de pesquisa. Afinal, ir para uma região tão distante e tão sem vida, exceto gelo deve possuir algum significado mais intenso.

Quando eles descobrem o casal no gelo, eu passei a querer entender como eles viraram vampiros. Porque isso só fica claro lá para o meio dele. Antes passa a contar quem é Sinclair e como ele se envolve com Eleanor e a guerra que acontece a Inglaterra em 1854.

Este livro é daqueles que você lê alguns capítulos no presente e outros no passado. Mas a parte no passado só mostra quem eram os outros personagens e uma evolução da sua vida, as informações que realmente queremos (neste caso saber como, onde e porque viraram vamps) só aparecem no meio da trama, então não parece àquela coisa chata e estranha de alguns livros que trabalham nesse esquema.

Os momentos de tensão que ocorrem na estação foram bem desenvolvidos, mas confesso que um tanto difíceis de acreditar, pois num local pequeno acredito que seria muito difícil esconder alguma coisa de alguém como ocorre no livro. Por mais que os cientistas sejam ‘avoados’ e ligados de uma maneira estranha e absurda a sua pesquisa.

Mas gostei da ambientação, explicando um pouco do funcionamento da Antártica, seus períodos de sol e noites eternos, os lugares que já existiram ali e como o ser humano pode ser cruel. O drama do personagem principal e até os personagens coadjuvantes são tão intensos quanto Michael e isso fez a formula funcionar.

Porém acredito que o final o autor forçou uma barra, sinceramente não gostei de como terminou o livro. Para mim não encaixou e sei lá ficou estranho. Como se este final fosse mudar o mundo. Eu vim na expectativa o tempo inteiro, até porque algumas cenas de ação no decorrer do livro vão te ganhando de uma forma que você fica pensando – ‘Isso realmente não pode estar acontecendo...’ e aí vem final como aquele.

Acho que ou eu definitivamente tenho problemas com finais, ou os finais andam fracos de mais para o meu gosto ou será que é devido a alta expectativa que ficamos no decorrer do livro e queremos que ele feche em grande estilo?

Venenoso


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