POISON BOOKS || Um Mundo Melhor (Marcus Sakey)

Em 24 setembro 2016

Autor: Marcus Sakey
Tradutor: André Gordirro
Editora: Galera Record
Série: Sim, livro 2 (série Brilhantes)
Temas: Adulto, Suspense, Aventura, Ação, Ficção
SINOPSE: Pessoas com poderes especiais numa trama que envolve conspiração, política e terrorismo. O aguardado segundo volume da série Brilhantes. Nick Cooper lutou para que os brilhantes, parcela da população dotada de habilidades incomuns, fossem aceitos e integrados na sociedade até uma rede terrorista, liderada por brilhantes, atingir três cidades e deixar o país à beira de uma guerra civil. Cooper é brilhante e agora também consultor do presidente dos Estados Unidos, e contra tudo o que os terroristas representam. Porém, conforme o país descamba para o caos, ele se vê forçado a participar de um jogo que não aceita perdedores, pois seus oponentes têm uma visão particular de um mundo melhor. 


>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“O líquido frio em seu rosto fez Kevin Temple recuperar os sentidos.”

RESENHA<<<
Continuando na saga de #Brilhantes, eis que surge a continuação desta saga de ficção científica. Para saber os venenos do anterior, clique:

Apesar de ter me empolgado muito no livro anterior, este não tive o mesmo gás, as páginas foram viradas com menos emoção e empolgação. O livro possui muitos personagens e um enredo forte e denso e a demora em algumas situações, me fizeram chegar ao final com muita cautela e sem aquela empolgação que tive ao terminar o livro anterior.

Apesar da narrativa intensa e curiosa, os momentos de enrolação continuam grandes, o mesmo problema que no anterior, e continuando achando que se fosse mais ação e menos blábláblá a história teria sido devorada na velocidade da luz.

As conspirações continuam, as reviravoltas também. Talvez o exagero seja um pouco do desespero de algumas cenas, personagens e momentos. Quem tiver por volta dos 30 anos, vai se lembrar da versão antiga do X-Men [aquele momento onde os robôs começam a caçar todos que são mutantes, continuei com X-Men na imaginação nesta série, foi assim no primeiro livro e neste se intensificou].

Senti falta da complexibilidade dos personagens, no livro anterior isso foi muito bem explorado e aqui ficou um pouco a desejar, apesar se termos várias visões, já que também acompanhamos outros personagens, os mesmos não foram tão bem desenvolvidos e explorados como antes, e até mesmo os mais conhecidos ficaram meio limitados.

Apesar de não entrar muito em um determinado ponto por ser um spoiler, aquele personagem do Presidente simplesmente não existe, um personagem fraco, sem graça, desesperado e que parece perdido em praticamente todo o tempo que aparece. As cenas passadas na Casa Branca me pareceram frágeis demais e sem explicação decente.

Finalizando, este livro não me agradou do jeito que esperava. As ideias parecem que se perderam ou não foram bem aproveitadas, uma forçada de barra em mais um triângulo amoroso [Senhor, num guento mais triângulos, quadrados e afins amorosos] e momentos já passados no livro anterior.

Vale a leitura? Sim, tem bons momentos. Irei aguardar o livro 3, mas como bom livro de série, já esperava que houvesse essa ‘queda’ na qualidade, já que no primeiro tem toda aquela emoção do novo e a continuação geralmente gira em manter os elementos já contados.

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POISON BOOKS || Apenas Um Garoto (Bill Konigsberg)

Em 20 setembro 2016

Autor: Bill Konigsberg
Tradutor: Rachel Agavino
Editora: Arqueiro
Série: Não
Temas: Jovem-Adulto, Comportamento, Relacionamento, LGBT
SINOPSE: Rafe saiu do armário aos 13 anos e nunca sofreu bullying. Mas está cansado de ser rotulado como o garoto gay, o porta-voz de uma causa.
Por isso ele decide entrar numa escola só para meninos em outro estado e manter sua orientação sexual em segredo: não com o objetivo de voltar para o armário e sim para nascer de novo, como uma folha em branco.
O plano funciona no início, e ele chega até a fazer parte do grupo dos atletas e do time de futebol. Mas as coisas se complicam quando ele percebe que está se apaixonando por um de seus novos amigos héteros.


>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Se dependesse do meu pai, minha vida inteira seria gravada.”

RESENHA<<<
Confesso que criei altas expectativas com este livro, não que ele seja ruim, mas esperava mais, algo mais intenso, mais passional e que mostrasse um outro lado ou algo que ainda não tivesse visto sobre o tema. No geral, ‘Apenas Um Garoto’ é um livro que tenta quebrar alguns parâmetros, mas foi mal explorado.

O questionamento levantado por Rafe – será que precisamos ser rotulados? É válido, afinal, todo mundo é muito mais que um rótulo, na verdade podemos ser tantas coisas ao mesmo tempo que é difícil dizer que somos apenas uma única coisa a vida toda.

Acredito que mesmo com diálogos legais, personagens questionadores – principalmente os pais dele que tem um posicionamento forte sobre o assunto, não de forma pejorativa, mas defendem você abraçar aquilo que se é. Me senti perdida com relação ao próprio Rafe, muitas vezes sentia que ele mesmo se questionava e esse sentimento ambíguo me deixou sem conexão em grande parte da história.

A leitura flui bem, mas não em 100% do tempo, teve bastante momentos chatos e um tanto repetitivos, daqueles que deveriam ser totalmente reestruturado, afinal, um livro com a temática LGBT deveria instigar mais o público e realmente nos fazer pensar sobre essas questões, mas ficou muito superficial.

Durante a narrativa tivemos uma montanha russa de emoções, bons momentos se misturavam com narrativas desconexas e ruins, muito da história ou foi perdida ou acabou sendo desviada por outros assuntos, que no meu entendimento deveria ser mais explorado. Comecei achando que a história com a temática LGBT poderia ser intensa e tinha muito a ser explorado, mas durante o percurso, outros núcleos acabaram sendo melhor descritos e ganharam muito mais a minha atenção.

O final foi simples e esperado. Acho que quando ele opta por não se assumir como gay na nova escola, o final não poderia ser diferente, mas suas explicações também não sustentaram as desculpas. Acredito que vale a leitura, mas para quem procura algo impactante sobre a temática, vai acabar não achando tudo isso.

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POISON BOOKS || Um Tom Mais Escuro de Magia (V. E. Shwab)

Em 17 setembro 2016

Autor: V. E. Schwab
Tradutor: Ana Carolina Delmas
Editora: Record
Série: Sim, livro 1 (série Magia)
Temas: Jovem-Adulto, Magia, Viagens, Realeza
SINOPSE: Kell é um dos últimos Viajantes — magos com uma habilidade rara e cobiçada de viajar entre universos paralelos conectados por uma cidade mágica. Existe a Londres Cinza, suja e enfadonha, sem magia alguma e com um rei louco — George III. A Londres Vermelha, onde vida e magia são reverenciadas, e onde Kell foi criado ao lado de Rhy Maresh, o boêmio herdeiro de um império próspero. A Londres Branca: um lugar onde se luta para controlar a magia, e onde a magia reage, drenando a cidade até os ossos. E era uma vez... a Londres Negra. Mas ninguém mais fala sobre ela. Oficialmente, Kell é o Viajante Vermelho, embaixador do império Maresh, encarregado das correspondências mensais entre a realeza de cada Londres. Extra-oficialmente, Kell é um contrabandista, atendendo pessoas dispostas a pagar por mínimos vislumbres de um mundo que nunca verão. É um hobby desafiador com consequências perigosas que Kell agora conhecerá de perto. Fugindo para a Londres Cinza, Kell esbarra com Delilah Bard, uma ladra com grandes aspirações. Primeiro ela o assalta, depois o salva de um inimigo mortal e finalmente obriga Kell a levá-la para outro mundo a fim de experimentar uma aventura de verdade. Magia perigosa está à solta e a traição espreita em cada esquina. Para salvar todos os mundos, Kell e Lila primeiro precisam permanecer vivos.

>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Kell trajava um casaco muito peculiar.”

RESENHA<<<
De vez enquanto a gente se depara com algo novo e fica totalmente surpreendido e alucinado pela ideia da autora e mal consegue absorver os fatos. E este livro foi assim. Um livro denso, bem trabalhado, com aquela pitada de magia e aventura que curtimos, mas que foge ao básico ao qual estamos acostumados.

A ideia principal é entender as quatro Londres e como funciona a magia e os reinos entre elas, e sendo sincera essa é a parte mais complicada. Leva algum tempo até sacar toda a estrutura que a autora criou para manter isso. Como é exatamente cada um desses lugares, o que possuem de diferente e de comum e como eles funcionam juntos e separados. Por isso, a maior dica aqui é insistir um pouquinho, depois que a ficha cair, tudo vai fluir muito melhor.

Os personagens são um caso a parte, durante a maior parte do tempo, temos Kell, até então alguém meio sem eira nem beira que terá grande importância na história, ele é um personagem complexo, com muitos altos e baixos, mas foi fielmente retratado, suas emoções, lutas e vitórias são reais e isso nos aproxima e muito do rapaz durante sua trajetória.

Já Lila é alguém que eu amei e odiei, no início meio arrogante e sem graça, ganha vida, força e mostra que realmente quando a gente quer podemos fazer praticamente tudo, a máxima do querer é poder tem muito a ver com ela. Outra boa personagem que evolui e muito durante todo desenrolar da história.

O enredo é bem trabalho e denso, não é daqueles livros fáceis de ler e relativamente bobos, talvez por isso que a narrativa seja mais cansativa e pesada. Teve momentos difíceis durante a leitura, e um deles com certeza é o entendimento de como esses quatro mundos funcionam, mas aos poucos a história começa a ganhar mais ritmo e intensidade e aí a leitura flui.

Felizmente (ou infelizmente?) é uma série. O que foi uma surpresa boa, já que apesar de ter um fim, a gente sente falta de algumas pequenas perguntas que foram feitas, mas não respondidas. Serão três livros e pode se preparar que teremos mais magia e aventura vindo por aí.

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POISON BOOKS || Desejo Insaciável (Kresley Cole)

Em 15 setembro 2016

Autor: Kresley Cole
Tradutor: Renato Mota
Editora: Valentina
Série: Sim, livro 1 (série Imortais)
Temas: Adulto, Vampiros, Lobisomens, Sobrenatural, Comportamento
SINOPSE: A lenda de um feroz lobisomem e uma encantadora vampira – improváveis almas gêmeas cuja paixão testará os limites da vida e da morte.
Um incansável guerreiro mítico. Nada o deterá até que possua a...
Depois de suportar anos a fio torturas constantes comandadas pela Horda dos vampiros, Lachlain MacRieve, líder do clã dos Lykae, fica enfurecido ao descobrir que sua parceira, há tanto tempo profetizada e pela qual espera há mais de um milênio, é uma vampira, assim como seus captores. Na verdade, Emmaline Troy é metade Valquíria, metade vampira. Jovem delicada e etérea que, com seu jeito todo especial de ser, é a única que pode suavizar a fúria que incendeia o faminto Lykae.
Uma vampira prisioneira de sua fantasia mais selvagem...
A doce Emmaline decide sair pelo mundo em busca da verdade sobre seus pais desaparecidos. Em Paris, um poderoso espécime Lykae a encontra, determina que ela será a sua parceira por toda a eternidade e a leva para o castelo escocês dos seus ancestrais. Lá, o pavor que Emmaline sente do Lykae – e da sua insaciável fome de prazer – faz com que ele inicie um lento e envolvente jogo de sedução e ela liberte suas mais sombrias fantasias.

>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Às vezes, o fogo que lambe e descola a pele que cobre os ossos dele se apaga.”

RESENHA<<<
Olha, tem até bastante tempo que li esse livro e fiquei aqui me perguntando se valia a pena fazer ou não resenha dele, já que o livro foi bem chatinho e eu esperava muito mais. Mas, do que seria do amarelo se todos gostassem do azul? Mas o problema é que uma série que enrolou pacas em seu primeiro livro e tem mais de quinze, sim, 15 – Q.U.I.N.Z.E livros tem de ter uma pegada ‘pica das galáxias’ e este passou longe.

Eu sabia que teriam mais 15 livros pela frente quando comecei a ler este ok? Fui fazer meu dever de casa no Skoob/Goodreaders.

Bom, o livro tem aquela ideia que amamos, lobisomens e vampiros, e toda aquela rivalidade já conhecida por nós leitores. Acontece que a história é pobre, chata e repetitiva. O tempo todo a gente tem Lachlain reclamando que a vampira é a mulher dele, uma brutalidade sem tamanho, raptos e uma perseguição absurda, que em nome do ‘nós somos almas gêmeas está valendo de tudo’.

Não sei se vocês se lembram de quando fiz resenha de ‘Belo Desastre’, onde apesar da história ser envolvendo, Travis era uma pessoa com problemas e esse ‘absoluto’ dele não era legal. E gente aqui também não é. Embora eu saiba que muita gente ache que o amor na ficção vale tudo, deixo um recadinho para ter um pouquinho de discernimento, principalmente porque muitas meninas podem achar que é normal o cara ficar correndo atrás de você quando você fala não, não te deixarem sair ou dar a palavra final. Isso é um relacionamento abusivo, não é legal, por mais que o cara seja lindo/gato/fofo/finge que quer seu bem.

E neste livro a relação de Lachlain e Emma é assim. Faltou diálogo, faltou cenas interessantes, faltou desenvolver melhor as cenas. A sensação foi ler as mesmas frases e ideias ao longo de suas mais de 300 páginas. E olha que não é a primeira série da autora que leio, sei que ela é capaz de fazer bem mais do que isso.

Faltou referências para desenvolver sua mitologia, as brigas aconteceram porquê? De onde vieram seus lobisomens ou seus vampiros? Faltou trabalhar mais a história, melhorar a narrativa, evoluir os personagens, foi tudo mega chato e sem graça.

E olha que sempre ouvi falar super bem dessa série, eu nem consegui achar o mocinho gato, nem deu para suspirar ou chamar ele de meu. A única coisa positiva é que não vou ficar morrendo por 15 livros, e sabe-se lá Deus quando eles irão aparecer por aqui.

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POISON QUICKS || Habitica 2

Em 13 setembro 2016

E exatos 6 meses de começar a mexer no ‘Habitica’ (leiam o post aqui), eis que continuo firme e forte na ideia que ele traz. Manter os objetivos em dia, ir adicionando coisas novas e ficar atenta aos prazos, me organizar melhor e evitar de perder alguma tarefa do dia para não perder ‘vidinha’.

O Habitica virou uma ‘obrigação’ na minha vida, nem entro no mérito da parte do joguinho. Aliás, praticamente nem o uso direito, as pessoas usam para criar grupos ou guildas, trocar mensagens e fazerem desafios. As vezes dou um pulo por lá e confiro essas coisas, mas a verdade é que me mantenho bem mais na página principal do aplicativo do que explorar suas outras particularidades.

Dá para viver/usar sem jogar o Habitica?
Sim, com muita tranquilidade. No app, o que te faz perder pontos é quando você não cumpre as tarefas diárias. E não ao participar da parte divertida do site. E é isso que eu me foquei, já tenho alguns apps no celular que adoro jogar (olá Candy Crush), então imagina ficar em mais uma coisa? Para mim simplesmente não ia funcionar, porque eu me conheço, e ia acabar me focando só no joguinho.

Voltando as tarefas, das quatro listas que existem na página principal: HÁBITOS – TAREFAS DIÁRIAS – AFAZERES – RECOMPENSAS, acabo me focando em atualizar e manter as barras 2 e 3 (tarefas/afazeres), acaba sendo sempre nesses dois que dou muita importância, como manter as tarefas do dia: ir à academia, fazer coisas relacionadas ao trabalho e à estudos e em alguns dias, as atualizações do blog.



Mas talvez seja a coluna Afazeres que realmente preciso prestar um pouco mais de atenção, pois apesar de ter começado a anotar as coisas que preciso fazer mais detalhadamente – antes eu anotava por blocos, como ‘atualizar leituras de parceria’. O que era muito vago e dava marchem para muitas interpretações, passei a escrever mais aberto – terminar o livro X ou fazer resenha do livro Y.

Isso tem me ajudado a destrinchar mais as coisas que preciso fazer e atacar item a item, afinal ninguém consegue abraçar o mundo e a gente começa a perceber até onde vai o nosso limite. Porque falo isso, porque não adianta você marcar que vai precisa fazer 5 ou 8 coisas, onde cada uma leva em torno de uma hora, se você dispõe apenas de 3 horas livres por dia. A gente começa a entender que podemos fazer apenas 3 coisas e como podemos espaçar os itens de modo que tudo seja feito, mas um pouco a cada dia.

Como em 2016 eu coloquei na cabeça tentar ser mais produtiva/eficiente, ou seja, sair da procrastinação e realmente fazer as cosias que fico planejando, confesso que o site tem me ajudado bastante, principalmente quando comecei a melhorar a qualidade das informações que eu estou alimentando nele. Talvez essa seja a dica mais importante para a organização nossa de cada dia – saber como colocar as coisas, de modo que seja mais fácil/útil/ágil a gente conseguir realizar as tarefas.



Finalizo dizendo que não sou nenhuma santa e já burlei em alguns momentos dizendo que fiz tarefas que não havia feito só para não perder os pontos de vidinha. No início era bem mais comum, hoje acontece muito raramente, as vezes nos dias que acontecem alguma emergência e bagunça todo o meu planejamento. Mas do que adianta eu me enganar? A consciência ficava pesada e no dia seguinte estava eu lá já querendo adiantar as coisas que não fiz no dia anterior. Mais um ponto positivo para o joguinho...

Ahhh além do site, o Habitica está disponível para o celular e tablete. Então, nada de desculpas para baixar e começar!

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