POISON SERIES || Westworld

Em 29 novembro 2016

O ano chegando ao fim, mas as séries nunca param. A criatividade é algo intenso nesse mundo, bem como a interminável lista de séries ‘para ver’ ou ‘para ficar em dia’. E a desse mês, que já está quase no final da temporada, diga-se de passagem, foi uma das poucas que me manteve grudada e ansiosa por seus capítulos.

Toda vez que a HBO entra em cena não esperamos menos que produções grandiosas, boas e complexas histórias e algo que ficaremos ansiosos por praticamente um ano depois que o último episódio for ao ar, e com a sua nova queridinha – WESTWORLD não poderia ser diferente.

Para saber mais:
Westworld é um parque temático futurístico para adultos, dedicado à diversão dos ricos. Um espaço que reproduz o Velho Oeste, povoado por andróides – os anfitriões –, programados pelo diretor executivo do parque, o Dr. Robert Ford (Anthony Hopkins), para acreditarem que são humanos e vivem no mundo real. Lá, os clientes – ou novatos – podem fazer o que quiserem, sem obedecer a regras ou leis. No entanto, quando uma atualização no sistema das máquinas dá errado, os seus comportamentos começam a sugerir uma nova ameaça, à medida que a consciência artificial dá origem à "evolução do pecado". Entre os residentes do parque, está Dolores Abernathy (Evan Rachel Wood), programada para ser a típica garota da fazenda, que está prestes a descobrir que toda a sua existência não passa de bem arquitetada mentira. (fonte: AdoroCinema)

Personagens Principais:
Evan Rachel Wood >>> Dolores Abernathy
Thandie Newston >>> Maeve Milay
Jeffrey Wright >>> Bernard Lowe
Sidse Babett Knudsen >>> Theresa Cullen
Rodrigo Santoro >>> Hector Escaton
Ed Harris >>> Homem de Preto
Anthony Hopkins >>> Robert Ford
Jimmi Simpson >>> William

Trailler da Série:

RESENHA<<<
A galera que acompanha o blog sabe o quanto eu sofro para assistir à séries com mais de 20/30 minutos, e vale lembrar que as séries da HBO sempre tem perto (ou mais) de 1 hora e todo o domingo estou lá, firme e forte acompanhando as cenas e o desenrolar da história.

Westworld é algo complexo, intrigante e nos faz pensar bastante em cada episódio. Ainda não sei se ela existe num futuro mega distante, ou no nosso tempo e é uma ideia revolucionária. Alguns diriam que devido aos IAs ou os robôs/anfitriões que são quase humanos, se passaria no futuro, mas há alguns loops temporais e outros detalhes que me fazem pensar que Arnold e Ford são criadores de algo a frente de seu tempo.

A trama é complicada de acompanhar, mas não impossível e a cada novo episódio, as teorias eram tão doidas e interessantes quanto possíveis. O penúltimo episódio saiu no domingo (27/11/16), e os fãs foram à loucura, algumas revelações, que aconteceram nos episódios, 7/8 foram tão intensas que até eu fiquei sem chão...rs

Gostei e muito da série pois ela sai do lugar-comum que a gente anda acostumado, a trama te envolve e como você não consegue matar as coisas de cara, há algumas histórias em paralelo tão interessantes e intensas quanto ao que acontece na sede de Westworld que ficamos divididos.

A ideia do parque é algo bizarro, mas ao mesmo tempo mostra o lado mais primitivo do ser humano, se você pudesse ser quem você quiser e fazer qualquer coisas e isso não seria punido, afinal, estamos numa espécie de ‘realidade alternativa’ ou um ‘jogo’. O que faria? Como reagiria? Isso também é mostrado com os diversos personagens apresentados.

A série já foi renovada, mas só volta em 2018 (ninguém disse o mês ainda, mas lembro que já estamos praticamente as portas de 2017), então, um ano é uma média normal na HBO. E o último episódio passa na próxima semana (04/12/16), dá tempo de começar a maratona e ficar em dia e morrer pela espera.

Sinceramente, de todas as séries que comecei, parei e desisti de 2016, essa sem dúvida foi uma das melhores. Um bom roteiro, bons personagens, ideias intrigantes e consegue prender o telespectador.

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POISON BOOKS || A Grana (Cynthia D'Aprix Sweeney)

Em 26 novembro 2016

Autor: Cynthia D’Aprix Sweeney
Tradutor: Vera Ribeiro
Editora: Intrínseca
Série: Não
Temas: Adulto, Suspense, Família, Relacionamentos, Comportamento, Dinheiro
SINOPSE: Um romance engraçado e perspicaz sobre quatro irmãos adultos e o destino do dinheiro que moldou a vida e as escolhas de toda a família
Leo Plumb estava bêbado e drogado quando fugiu sorrateiramente da festa de casamento do primo, levando uma das garçonetes a tiracolo. No calor do momento, dirigindo para longe dali, os dois sofrem um acidente de carro com graves consequências. Para fazer com que seus problemas desaparecessem, Leo precisou usar o dinheiro de uma conta da família, um dinheiro sagrado: o pé-de-meia que garantiria o futuro dos irmãos Plumb.
Ansiosos para receberem sua parte e horrorizados ao descobrirem que a mãe permitiu que Leo torrasse aquela grana, eles marcam um encontro para deliberar quando e como o dinheiro será restituído. Melody, esposa e mãe de gêmeas adolescentes que mora num subúrbio luxuoso, tem uma hipoteca cara e duas mensalidades universitárias se aproximando no horizonte. Jack, um vendedor de antiguidades, escondeu do marido que, para sustentar seu negócio, empenhou uma das propriedades do casal. E Bea, que já foi considerada uma promessa da cena literária, não consegue mais escrever.
Reunidos novamente, como nunca estiveram, os irmãos terão que superar antigos ressentimentos e as escolhas erradas que fizeram na vida. Uma análise inteligente e afetuosa de como a expectativa desempenha um papel central em nossas vidas, A grana tem o ingrediente mais explosivo de qualquer boa briga de família: dinheiro.

>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Enquanto os demais convidados perambulavam pelo deque do clube sob um anoitecer de verão na praia, tomando goles aflito e críticos de seus drinques para conferir se os garçons estavam usando bebidas de primeira, equilibrando bolinhos de caranguejo em guardanapos de papel e fazendo comentários convenientes sobre a sorte que haviam tido com o tempo, já que no dia seguinte a umidade voltaria, ou murmuravam observações impróprias sobre o vestido justo de cetim da noiva, se perguntando se o decote exagerado era por causa do corte malfeito, de mau gosto (um look, como as filhas dos convivas diriam) ou de um inesperado ganho de peso, dando piscadelas e fazendo piadas batidas sobre trocar torradeiras por fraldas, Leo Plumb deixou a festa de casamento do primo com uma das garçonetes.

RESENHA<<<
Eis que este era um livro para ser TUDO. DE. BOM. Mas acabou nadando, nadando e morrendo na praia. Uma sinopse ótima e diria que um perfeito pano de fundo para explorar milhares de coisas, mas infelizmente a autora não conseguiu conduzir com maestria.

Excesso de personagens, histórias confusas, chatas e sem profundidade e o pior, quase 70% do livro enrolando e de fato não dizendo nada. O final foi digno? Sim, mas o livro tinha muito potencial.

No vídeo explico todos os pontos altos (poucos) e baixos (muitos) do livro e onde achei que poderia ter surtido um efeito melhor, além de fazer um mini resumo do que você pode esperar da história.


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POISON BOOKS || Filha das Trevas (Kelly Keaton)

Em 24 novembro 2016

Autor: Kelly Keaton
Tradutor: Daniela Dias
Editora: Galera Record
Série: Sim, livro 1 (série Deuses e Monstros)
Temas: Jovem-Adulto, Suspense, Sobrenatural
SINOPSE: Ari se sente perdida e solitária. Com olhos azul-esverdeados e cabelos prateados esquisitos, que não podem ser modificados nem destruídos, sempre chamou a atenção por onde passava. Depois de crescer em casas adotivas, tudo o que quer é descobrir de onde veio e quem ela é. Em sua busca por respostas, encontra uma mensagem escrita pela mãe morta há muito tempo: fuja. A garota percebe que precisa voltar para o local de seu nascimento, Nova 2 — a cidade luxuosa, que foi inteiramente remodelada —, em Nova Orleans. Lá, ela é aparentemente normal. Mas cada criatura que encontra, por mais mortal ou horrível que seja, sente medo dela. Ari não vai parar até desvendar os mistérios de sua existência. No entanto, algumas verdades são terríveis e assustadoras demais para serem reveladas.

>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Debaixo da mesa do refeitório, meu joelho direito quicava como se estivesse possuído pelo espírito de uma britadeira.”

RESENHA<<<
Confesso que ando sendo ‘trolada’ pelas sinopses dos livros, ou quem escreve a sinopse não leu o livro, e aí, coloca algo mais interessante do que é, ou a pessoa leu o livro, viu que é muita viagem e escreve algo mais legal para fazer as pessoas quererem ler. Estou começando a ficar em dúvida, porque este é o segundo ou terceiro livro seguido que acontece a mesma coisa.

Olha, nem tenho palavras para definir esta viagem que foi este livro, e eu curto livros meio doidos, mas é preciso uma mente muito aberta para processar a ideia que a autora quis passar. E analisando friamente, nem é uma ideia ruim, mas o jeito que a coisa foi conduzida, fugiu completamente dos trilhos.

O livro tem uma pegada meio distopia com seres sobrenaturais, numa versão alternativa onde Nova Orleans foi devastada e esquecida do mapa, grupos dominam a cidade e eles não são exatamente humanos. E a nossa protagonista precisa saber quem ela é de verdade, qual a maldição que aflige sua família e como (e se tem como) reverter isso.

A narrativa é cansativa e enrolada, na ânsia de fugir do óbvio e querer colocar mais mistério ou algo tipo de virada ímpar, o livro se perde em coisas repetidas e no ritmo lento de sua narrativa, a autora demora tanto para contar as coisas que você acaba descobrindo e as coisas parecem perder o time.

Nos personagens faltou uma melhor estrutura, você entende sobre eles, mas não está bem definido, suas histórias são fracas e ações idem, até mesmo a protagonista que aparece como ‘bad girl’ se perde em suas propostas, mas também dou crédito para a construção da história, isso enfraquece e muito a atuação dos personagens. Muitas vezes a sensação que tive era nadar, nadar e morrer na praia.

Quanto a ideia geral do livro, não foi ruim, mas o mistério que autora quis criar e como ela foi resolvendo isso e a mostra dos personagens, vilões e o decorrer da história não ficou bom, aí a sensação final é uma grande salada com o conceito geral ruim.

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POISON BOOKS || O Boticário (Maile Meloy)

Em 22 novembro 2016

Autor: Maile Meloy
Tradutor: Ananda Alves
Editora: Bertrand Brasil
Série: Sim, livro 1 (série O Boticário)
Temas: Jovem-Adulto, Mitologia, Aventura, Magia
SINOPSE: Um remédio para tratar da saudade leva dois jovens a uma aventura em plena Guerra Fria. O ano é 1952, e a família Scott muda inesperadamente de Los Angeles para Londres. Janie Scott se sente desconfortável na nova escola, até que o boticário local lhe promete um remédio para tratar a saudade de casa. Mas a verdadeira cura só acontece quando conhece o filho do boticário, Benjamin, um menino curiosamente desafiante que sonha se tornar um espião. O pai de Benjamin, no entanto, não é um boticário comum, e, quando ele é sequestrado, cabe a Benjamin e Janie cuidar de seu livro sagrado, a Farmacopeia, pois espiões russos não veem a hora de colocar as mãos nele. Que segredos o livro contém? Descobrindo elixires transformadores que nunca imaginariam existir, Janie e Benjamin embarcam numa perigosa missão para salvar o boticário e evitar uma iminente catástrofe nuclear.

>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Eu tinha 7 anos e morava em Los Angeles quando o Japão se rendeu, no final da Segunda Guerra Mundial, e minhas primeiras lembranças vívidas são do quão feliz e animado todo mundo estava.”

RESENHA<<<
Um frescor e leveza depois de tantos livros sem eira nem beira que passaram ultimamente pelo blog. E tinha um bom tempo que não lia um infanto-juvenil que fosse leve, lúdico, com uma boa história e realmente me envolvesse.

‘O Boticário’ foi uma grata surpresa, um livro passado durante a Guerra Fria que mistura magia, mistério e um Q de suspense, crianças sendo crianças, se metendo em confusão e aquela parte mágica de sempre acreditar no bem e que devemos fazer a coisa certa. E claro, uma sociedade secreta com a terrível luta ‘bem x mal’.

Com capítulos curtos, muitos diálogos e ilustrações singelas e que remetiam às cenas contadas nos capítulos, a história flui de uma maneira brilhante, apresenta seu conteúdo sem ser pesado e travado e nos faz querer continuar e saber para onde devemos ir. Queremos descobrir esse mundo maravilhoso.

A autora se focou na história em si e ela poderia ser apresentada em qualquer ponto da história, a escolha talvez leve em conta coisas como – escrever em diários, as crianças estarem ao ar livre e ser um momento de tensão – essa mistura realmente dá um algo a mais em sua história.

Os personagens – Janie, Benjamin e Pip – são nossos adoráveis detetives que esbarram em um mundo oculto e acabam embarcando em uma grande aventura. Com a ajuda de alguns adultos, bem trabalhados e interessantes, temos um conjunto muito bom de personagens, onde todos brilham e de certa forma são importantes para o desenrolar da história.

A trama flui bem, apesar de termos quase 360 páginas, a gente só sente um pesar ao chegar ao fim da história, não queria me despedir deste mundo, mas ao mesmo tempo fiquei feliz ao saber que é uma série e em breve estarei nele novamente.

Realmente estava sentindo falta de um bom livro infanto-juvenil, crianças sendo crianças e boas histórias, por isso, indico para os pais e mães que tem pequenos em casa e querem dar chance à coisas novas.

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POISON BOOKS || No Limite da Loucura (Maureen Johnson)

Em 19 novembro 2016

Autor: Maureen Johnson
Tradutor: Sheila Louzada
Editora: Fantástica
Série: Sim, livro 2 (série Sombras de Londres)
Temas: Jovem-Adulto, Suspense, Mistério, Sobrenatural
SINOPSE: Uma das autoras mais queridas do público jovem na Inglaterra e nos EUA, e celebridade no Twitter, Maureen Johnson deixa sua protagonista Rory Devereaux No limite da loucura na eletrizante sequência de O nome da estrela. Depois de se envolver no misterioso caso do assassino em série que se fazia passar pelo lendário Jack, o Estripador, espalhando o medo pela capital britânica, a garota é enviada para a casa dos pais em Bristol. Mas ela não pensa duas vezes quando tem uma chance de retornar a Wexford e reencontrar os amigos. Sua volta a Londres, no entanto, revela mais sobre seus próprios poderes do que ela poderia supor e a põe no centro de uma nova – e sinistra – onda de crimes que vêm desafiando até mesmo a polícia secreta que combate os fantasmas na cidade. No segundo livro da trilogia Sombras de Londres, Rory Devereaux precisa enfrentar seus próprios medos e agir antes que seja tarde. 


>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Charlie Strong gostava de seus clientes – não tem como manter um pub por vinte e um anos sem gostar dos clientes -, mas havia algo na tranquilidade das manhãs que lhe proporcionava um prazer desmedido.”

RESENHA<<<
Continuação da série ‘Sombras de Londres’, para conhecer mais sobre os detalhes e venenos do primeiro livro, acesse:

A ideia do livro um se perdeu nesta continuação, não sei se a autora tinha a ideia clara de que seria assim, ou a escrita/narrativa a levou a seguir esse caminho, mas o fato é que a ideia de perseguição e busca por fantasmas – diria algo ao estilo caça-fantasmas com uma pegada detetive, sumiu do mapa por aqui.

Não consegui reconhecer a protagonista, ficou perdida, confusa, sem saber para onde ir e fugiu completamente da ideia do livro anterior, em alguns momentos me perguntei se era a mesma pessoa, as vezes não aprecia.

Os personagens anteriores foram meio que apagados da história, veja bem, eles aparecem, mas perderam e muito a força de antes, apenas um personagem (novo) ganhou uma certa influência e apareceu mais, mas este personagem só aparece próximo a metade do livro, e ele que praticamente segura a história toda.

Faltou ação/drama/aventura nessa continuação, me senti perdida e sem a energia que vi no livro anterior, os mistérios, as descobertas e tal. As partes de investigação, foi como se nada tivesse existido e começássemos uma história do zero. Foi bem frustrante.

A narrativa foi uma enrolação, praticamente 70% do livro é mais do mesmo, típico de segundo livro, não trouxe nada relativamente novo a ponto de nos fazer apaixonar e seguir suas páginas e após terminar de ler, não estou morrendo de amores pela continuação. O plot, as ideias e as referências ficaram perdidas aqui, na verdade diria que sumiram neste livro.

Enquanto o final do livro anterior foi cheio de expectativas e surpresas, aqui, foi sem graça e um pouco sem noção, foi daquele tipo que você fala ‘não creio que estou lendo isso...’, não sei o que esperar para o próximo, talvez tenha servido para frear a emoção que tive no primeiro livro, ou este simplesmente ficou esquisito mesmo e perdeu a mão.

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